Irlandês inicia funções de administrador financeiro do Novo Banco em março

Depois de ter terminado mandato no Allied Irish Bank e à espera de aval do supervisor, Mark Bourke vai finalmente iniciar funções de administrador financeiro do Novo Banco já no próximo mês.

Mark Bourke, o novo administrador financeiro do Novo Banco, vai iniciar funções no banco português a partir do próximo mês, apurou o ECO.

O irlandês desempenhava as mesmas funções no Allied Irish Bank desde 2014, e aguardava o fim do mandato naquele banco e ainda a autorização do Banco Central Europeu (BCE) para assumir o cargo de CFO no banco que resultou da resolução do BES há mais de quatro anos.

O ECO tentou contactar o Novo Banco sobre se o supervisor europeu já tinha dado luz verde a Mark Bourke, mas não obteve resposta até à publicação do artigo.

Foi em setembro do ano passado que se ficou saber que o cargo de administrador financeiro do Novo Banco iria ter um novo rosto, substituindo Jorge Freire Cardoso. Mark Bourke, 51 anos, foi na altura apresentado pela instituição portuguesa como vindo de “um dos maiores bancos na Irlanda que em 2010 foi intervencionado pelo estado irlandês”, sendo um dos responsáveis pela reprivatização do Allied Irish Bank através de colocação parcial do capital no mercado em 2017.

Com Mark Bourke fica fechada a equipa executiva do Novo Banco composta por oito membros, sendo liderada por António Ramalho.

Quanto a Jorge Freire Cardoso, o responsável vai continuar no banco, passando agora a estar responsável pela área de investimento ao nível da venda de imobiliários e de recuperação do crédito malparado (NPL). Freire Cardoso é Chief Recovery and Investment Officer.

O Novo Banco foi vendido em 2017 ao fundo norte-americano Lone Star, que injetou 1.000 milhões de euros na instituição por 75% do capital da instituição.

Até setembro, o banco apresentou prejuízos de quase 420 milhões de euros, com o resultado a ser amplamente penalizado pela venda de uma carteira de imóveis avaliada em 716 milhões de euros (designada Projeto Viriato) ao fundo americano Anchorage. O banco deverá pedir mais de 850 milhões de euros ao Fundo de Resolução para fazer face às perdas com venda de um conjunto de ativos com impacto na estabilidade financeira do banco.

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