Centeno confirma desaceleração. Culpa é do Brexit e de tensões comerciais

  • Vasco Gandra, em Bruxelas
  • 11 Fevereiro 2019

Mário Centeno reconhece desaceleração económica mas diz que as estruturas na Europa são hoje mais fortes do que antes do início da crise.

Mário Centeno admitiu que a economia está a desacelerar na Zona Euro devido à existência de “riscos políticos que se têm acumulado, em particular o Brexit, e às tensões comerciais”. Em declarações aos jornalistas à entrada para a reunião do Eurogrupo, em Bruxelas, Mário Centeno garantiu ainda que “aquilo que hoje são as estruturas, as condições económicas na área do euro, são muito mais fortes do que eram no início da última crise”.

Os ministros das Finanças da Zona Euro vão discutir as previsões económicas publicadas na semana passada pela Comissão Europeia. Bruxelas avançou com uma revisão em baixa do ritmo do crescimento na Zona Euro (1,3% em 2019) e também do crescimento português para este ano (de 1,7%, abaixo da previsão do Governo de 2,2%).

A Europa sabe que pode e deve continuar a fazer melhor“, disse. “Fizemos inúmeras reformas que continuamos a debater ainda hoje na área do euro. Sabemos que podemos ainda melhorar estas condições de crescimento e devemos fazê-lo”, afirmou.

O Eurogrupo vai também discutir as conclusões das últimas missões pós-programa a Portugal e à Irlanda. Mário Centeno deu os exemplos destes dois países que saíram da crise “em melhores condições económicas, sociais e orçamentais”. “São dois exemplos de estabilidade e de crescimento”, acrescentou.

Instado a comentar a diferença nas estimativas do crescimento entre Lisboa e Bruxelas, Mário Centeno afirmou apenas que “Portugal está a crescer com raízes, em termos estruturais, muito profundas no mercado de trabalho, no sistema financeiro. Esse é a mensagem que hoje interessa”.

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