Imobiliário comercial bate recorde na Europa. Portugal disparou 57%

Foi um ano recorde para o investimento em imobiliário comercial na Europa, com Portugal no topo da tabela a registar a maior subida. Disparou 57% para os 3,46 mil milhões de euros.

Os números vêm comprovar aquilo que já era expectável. O imobiliário bateu níveis recorde na Europa no ano passado. O volume de investimento em imobiliário comercial tocou os 312 mil milhões de euros em território europeu, com a Península Ibérica em destaque. Portugal e Espanha foram os países que mais cresceram ao dispararem mais de 50% face ao ano anterior.

Se em 2017 o volume de investimento em imobiliário comercial tocou os 311 mil milhões de euros, no ano passado esse valor aumentou uns ligeiros 0,3% para os 312 mil milhões, de acordo com os dados da consultora CBRE. Portugal, Espanha, Polónia, Holanda e França foram os países que registaram níveis recorde de investimento nesse período, destacando-se a Península Ibérica com aumentos de mais de 50%.

Portugal disparou 57% para os 3,46 mil milhões de euros, um desempenho impulsionado pelas transações de alguns portefólios de escritórios, centros comerciais de grande dimensão, assim como a venda do portefólio imobiliário da Fidelidade, refere a consultora, em comunicado.

Os setores mais populares no ano passado foram aqueles que envolveram camas. Os hotéis atingiram um volume de investimento recorde de 22 mil milhões de euros. No setor residencial, este número subiu para os 50 mil milhões de euros, um crescimento de 22,4% face ao ano anterior. Contudo, os escritórios continuam a ser os mais atrativos, com um volume total de investimentos de 127 mil milhões de euros na Europa. Isto representa uma subida de 6% face ao ano anterior.

Para Jonathan Hull, managing director da CBRE, citado em comunicado, “Há, sem dúvida, uma escassez de produtos prime nas principais capitais europeias, o que arrastou as taxas de rentabilidade para mínimos históricos, mas os fluxos de capital para o setor imobiliário continuam fortes, uma vez que os imóveis continuam bastante atrativos quando comparados com outras alternativas de investimento“, remata.

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