O que é feito dos grandes devedores da CGD? Metade estão na falência

  • ECO
  • 14 Fevereiro 2019

Metade dos grandes devedores da CGD colapsaram. Alguns estão em insolvência ou liquidação, outros já fecharam ou ficaram sem negócios.

Cerca de metade dos grandes devedores da Caixa Geral de Depósitos (CGD) está na falência. É a conclusão do Jornal de Negócios, depois de analisar a situação dos principais nomes identificados na auditoria da EY a 15 anos de gestão do banco público, com atribuição de créditos ruinosos, muitas vezes contra o parecer do departamento de risco, que resultaram em perdas de milhares de milhões de euros para a instituição.

O caso mais flagrante é o da Artlant (acesso pago), acionista da La Seda e promotora de um projeto petroquímico em Sines que só arrancou em julho do ano passado, mas com novos donos. No final de 2015, a exposição da CGD à Artlant era de 350,8 milhões de euros, mas a empresa foi declarada insolvente em 2017. Outra das acionistas era a Júpiter, que já foi liquidada após pedido de insolvência da CGD e que chegou a dever 89,2 milhões ao banco público.

Outro caso é o da Finpro, a quem a CGD reclama 142,7 milhões de euros. A empresa chegou a ser controlada pelo Estado, 27,2% através da CGD. O banco público arrisca não receber nada, porque, apesar de a massa falida já ter recuperado 140 milhões de euros com a venda de ativos, ainda não houve rateio do valor apurado e os bancos privados que estão entre os credores, como é o caso do BCP, Santander e EuroBic, impugnaram a qualificação dos créditos (acesso pago). Exigem que os créditos detidos pela CGD e até pelo Banif sejam considerados subordinados, escreve o jornal.

O Jornal de Negócios recorda ainda o caso do empresário Manuel Fino (acesso pago), um dos envolvidos na guerra de acionistas do BCP, que recorreu ao financiamento da CGD para comprar ações do banco privado. A garantia dada foram as ações do próprio banco e a desvalorização dos títulos deixou a Investifino em dificuldades. Atualmente, sem negócios, a sede da holding foi transferida para Malta.

Entre os devedores da CGD que colapsaram nos últimos anos estão ainda, por exemplo, a Birchview (que tem a liquidação suspensa), o grupo MSF (que colapsou totalmente em 2018), a PFR Invest (já falida), a Promovest (em insolvência) e a Obriverca (já em liquidação e que teve o presidente do Benfica entre os fundadores).

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