A manhã num minuto

Não sabe o que se passou durante a manhã? Fizemos um vídeo que reúne as notícias mais relevantes, em apenas um minuto.

Há, pelo menos, 11 grandes devedores do banco público que também têm dívidas de milhões aos principais bancos privados portugueses. Artlant, Grupo Lena, PFR Investe, Finpro e Opway são alguns deles.

A elevada dívida pública e privada e a percentagem de crédito malparado constituem as principais vulnerabilidades da economia portuguesa. A Comissão Europeia quer ver a produtividade a crescer.

O valor médio da avaliação bancária arrancou o ano a bater um novo máximo: fixou-se em 1.226 euros por metro quadrado. Algarve e Lisboa são as duas regiões mais caras do país.

O fundo soberano da Noruega, o maior do mundo, foi castigado pela turbulência nas bolsas, no ano passado. A forte aposta em ações ditou uma perda de 50 mil milhões de euros.

A plataforma de arrendamento online Uniplaces revelou que os preços de aluguer de quartos e casas em Lisboa, Porto e Coimbra subiram 8,6% em 2018.

 

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O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

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António Costa
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