Novo Banco pede 1.149 milhões. Programa de Estabilidade assume 1.100

  • ECO
  • 2 Abril 2019

O Programa de Estabilidade que o Governo vai apresentar em meados deste mês prevê uma quantia ligeiramente abaixo do que o Novo Banco pediu ao Fundo de Resolução: impacto é de 1.100 milhões de euros.

O Governo vai incluir no Programa de Estabilidade (PE) uma despesa de 1.100 milhões de euros com o Novo Banco, valor que fica ligeiramente abaixo dos 1.149 milhões pedidos por António Ramalho ao abrigo do mecanismo de capital contingente. O valor atualiza a previsão de impacto do Novo Banco no défice de 400 milhões de euros que vinha no Orçamento do Estado para 2019.

O PE vai ser apresentado no próximo dia 15 de abril e, segundo disse Mário Centeno em entrevista ao Público (acesso pago), “vão lá estar 1.100 milhões, ainda como estimativa”. Mas o valor não vai interferir nas políticas do ministro das Finanças. “Embora o orçamento tenha de contar com esta informação da esfera do Novo Banco, o cálculo da verba necessária não interfere no desenho das políticas orçamentais”, prometeu Centeno.

O Novo Banco apresentou no início de março prejuízos de 1.412 milhões de euros relativos ao ano de 2018. Na altura, António Ramalho pediu ao Fundo de Resolução 1.149 milhões de euros para recapitalizar o banco, um pedido que surge ao abrigo do chamado mecanismo de capital contingente, criado quando o Estado negociou a venda do banco aos norte-americanos do Lone Star. O fundo é pago pelo setor e tem sido financiado com empréstimos do Estado.

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