Atividade económica acelera mas consumo volta a abrandar

Os indicadores coincidentes do Banco de Portugal apontam para uma aceleração da atividade económica em março, pelo terceiro mês consecutivo. Consumo privado continua a travar.

A atividade económica acelerou em março, marcando o terceiro mês consecutivo de aceleração deste indicador, e está a aproximar-se dos níveis que registava há um ano, avança o Banco de Portugal. O consumo privado voltou a cair.

De acordo com o banco central, o indicador coincidente para a atividade económica aumentou para 2,3% no trimestre terminado em março. Este indicador está a crescer desde janeiro deste ano, sinalizando uma aceleração da economia.

No entanto, a atividade económica ainda está ligeiramente abaixo do verificado em março do ano passado, altura em que terá atingido os 2,4%.

Já o consumo privado vai no sentido inverso. O indicador coincidente mensal para o consumo privado caiu para os 1,5%, muito aquém dos 2,9% que verificava em agosto de 2017, a última vez que aumentou.

Desde então, com alguns meses de estabilização pelo meio, o indicador está numa tendência de descida. Março foi o quarto mês consecutivo de quedas.

O Governo previa uma aceleração da economia este ano para 2,2%, mas o abrandamento da Zona Euro levou Mário Centeno a rever as projeções no Programa de Estabilidade que apresentou na segunda-feira. Nas novas previsões, o Governo antecipa um crescimento de apenas 1,9% este ano e que só volte a ultrapassar os 2% já no final da próxima legislatura.

Apesar do abrandamento, o ministro das Finanças defendeu na apresentação do Programa de Estabilidade que o “crescimento é sustentado” porque é feito através do emprego, e manteve a meta do défice, não antecipando problemas no cumprimentos dos restantes objetivos orçamentais, como é o caso da dívida e o da redução do défice estrutural.

Já o FMI, Comissão Europeia, Banco de Portugal e Conselho das Finanças Públicas são mais pessimistas que o Governo. O Conselho das Finanças Públicas é o mais pessimista, antecipando uma taxa de crescimento de apenas 1,6% este ano. FMI, Comissão Europeia e Banco de Portugal esperam que a economia cresça 1,7%.

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