Marcelo “junta-se” a Cavaco. Alerta para Portugal não ficar na “ponta” da Zona Euro

O Presidente da República diz que as previsões económicas do Programa de Estabilidade "não são preocupantes", e vão depender do que acontecer na Europa e no mundo.

Ao objetivo de crescer acima da média europeia, acresce a preocupação de não ficar na “ponta” dos países da Zona Euro e “não depender do crescimento das economias mais ricas”, alerta o Presidente da República. No Programa de Estabilidade apresentado esta segunda-feira, o Governo prevê que a economia cresça 1,9% em 2019 e 2020, e que acelere em 2021 e 2022.

“Não basta crescer mais do que a União Europeia (UE)”, defende Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações transmitidas pelas televisões, à saída das comemorações do centenário de Fernando Namora. Para o Presidente, a convergência de Portugal com a UE deve ser conseguida por mérito do desempenho económico do país, e não pelo abrandamento de países como França e Alemanha.

O Presidente da República partilha a preocupação com o seu antecessor, Cavaco Silva, que disse que Portugal está a caminhar para a ser a “lanterna vermelha” da Zona Euro. “Este deve ser o tema central do debate entre as forças políticas em Portugal”, defendeu Cavaco, em entrevista à Renascença.

Marcelo destaca que o Programa de Estabilidade aponta para uma “desaceleração este ano, acelerando a partir de 2020 até 2023, mantendo sempre uma evolução de descida do défice”, reiterando que “os números não são preocupantes”. No entanto, deixa o aviso de que depende do que “acontecer na Europa e no Mundo”.

Questionado se a previsão de crescimento económico para os próximos anos é excessivamente otimista, Marcelo reitera que “tem o cuidado de ser moderada para comportar evoluções diferentes, partindo do principio que o Brexit se resolve razoavelmente, que a Europa toma decisões razoáveis e que não há uma guerra comercial muito grande no mundo”.

Não só “depende muito do que se passar lá fora”, como da “vontade dos portugueses”, defende Marcelo. O Presidente da República reforça ainda que o Programa de Estabilidade apresentado “não pode ir muito ao concreto, porque depende quem for o próximo Governo”.

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