Banco de Portugal também corta previsão para economia. Vê PIB a crescer 1,7% este ano

A instituição liderada por Carlos Costa reduziu em uma décima a previsão de crescimento para Portugal este ano. Pressão sobre Governo sobe a menos de um mês do Programa de Estabilidade.

O Banco de Portugal juntou-se às restantes instituições no corte da previsão de crescimento para 2019 para a economia portuguesa, reduzindo-a em uma décima para 1,7%, igualando a projeção da Comissão Europeia. Portugal cresce mais que a Zona Euro, mas os progressos de convergência são “ligeiros”, avisa a instituição liderada por Carlos Costa.

O número consta do Boletim Económico, divulgado esta quinta-feira, onde o banco central atualiza as previsões para a economia portuguesa. Este exercício merece especial atenção numa altura em que o Governo prepara um novo cenário macroeconómico até 2023 que enviará para Bruxelas em abril no Programa de Estabilidade.

O Conselho das Finanças Públicas é neste momento a instituição mais pessimista quanto ao desempenho da economia portuguesa este ano, ao apontar para um crescimento de 1,6%. Na escala dos mais pessimistas para os mais otimistas, a Comissão Europeia e agora o Banco de Portugal encontram-se um lugar acima, ao prever um crescimento do PIB de 1,7%.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta para 1,8%, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê 1,9% e o Governo português projeta 2,2%.

As várias previsões para Portugal em 2019

Esta previsão será revista agora em abril quando o Governo apresentar o Programa de Estabilidade para os anos de 2019-2023. O ministro das Finanças já tinha indicado poder cortar em duas décimas a taxa de crescimento do PIB, apontando para 2%. Mas na entrevista que deu à SIC evitou ficar agarrado a um número. “Não gostaria que ficássemos presos no valor de 2%. Pode ser 2,1%, pode ser 1,9%”, afirmou.

O corte na previsão face aos 1,8% projetados em dezembro pelo Banco de Portugal é acompanhado de uma alteração na composição do crescimento com a procura interna a ganhar importância, suportada pelo consumo privado.

Apesar da revisão em baixa, o banco central vê Portugal a crescer acima da Zona Euro, embora esta relação seja vista como curta. “O crescimento projetado é superior ao recentemente publicado pelo Banco Central Europeu para a área do euro [de 1,1%], o que se traduz em progressos ligeiros no processo de convergência da economia portuguesa para os níveis médios de rendimento da área do euro“, diz o Banco de Portugal no boletim.

Para 2020 e 2021, o Banco de Portugal antevê crescimentos semelhantes de 1,7% e 1,6%, com a economia a aproximar-se do seu potencial de crescimento depois de ter atingido o ponto máximo em 2017, quando o PIB cresceu 2,8%.

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