Porque é que os portugueses mudam de emprego? Ganhar competências e, claro, melhor salário
O desenvolvimento de novas competências é a principal justificação dos portugueses para mudarem de trabalho. Vem antes até da melhoria da condição salarial.
Para mais de metade dos portugueses, a decisão de mudar de emprego justifica-se, sobretudo, com a vontade de adquirir novas competências. O desejo de conquistar conhecimento que possa levar a uma evolução na carreira futura supera até aquele que, à primeira vista, poderia ser apontado como o objetivo principal: ter um salário mais generoso.
De acordo com o índice de confiança laboral do primeiro trimestre do ano elaborado pela Michael Page, 54% dos profissionais inquiridos apontam o desenvolvimento e a aquisição de novas competências como o principal motivo de mudança de emprego. Segue-se a procura por uma melhoria da condição salarial (34%) e a evolução na carreira (30%).
A vontade de conquistar conhecimento nota-se também na aceitação de trabalhos temporários. Cerca de metade dos portugueses inquiridos pela recrutadora pondera aceitar este tipo de trabalho, pensando, sobretudo, na possibilidade de ganhar mais experiência e de trabalhar com empresas diferentes, algo que pode valorizar-lhes o currículo. Ainda assim, a falta de estabilidade financeira continua a ser apontada como o principal receio que dita a recusa destas propostas.
Portugueses acreditam que bastam três meses para encontrar trabalho
Se, por um lado, os profissionais portugueses veem vantagens em mudar de trabalho, por outro lado, acreditam que três meses será o tempo suficiente para encontrar um novo emprego. De acordo com o estudo da Michael Page, 57% dos candidatos acredita que irá encontrar um trabalho nos próximos três meses, reforçando a esperança no mercado de trabalho laboral português.
Já em relação aos objetivos profissionais, 69% dos trabalhadores diz que se sente confiante quanto ao desenvolvimento de novas competências, enquanto 61% dos profissionais revela que, em breve, espera estar a executar novas funções e 55% está à espera de ser promovido.
“Os indicadores de confiança laboral mostram o dinamismo do mercado português e o crescente otimismo dos trabalhadores no futuro laboral e na economia”, afirma Álvaro Fernández, diretor geral da Michael Page Portugal, em comunicado.
As conclusões da Michael Page foram tiradas com base nas respostas de mais de 600 profissionais em Portugal e que serviram para elaborar o índice de confiança laboral em Portugal. No geral, este índice registou um aumento de um ponto percentual, fixando-se nos 56%. Contudo, a média europeia é, ainda, superior (57%). Já a Alemanha é o país que está mais satisfeito com o mercado laboral (68%), enquanto a Itália revela o pior desempenho no índice de satisfação (44%).
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