Falta de profissionais tech faz salários dispararem. Podem alcançar os 95 mil euros por ano

São profissões escassas e que, em contrapartida, as empresas procuram cada vez mais. A dificuldade em contratar especialistas em tecnologia está a fazer com que os salários disparem.

A escassez de profissionais na área das tech está a fazer disparar os salários que os empregadores estão dispostos a oferecer. No ano passado, verificou-se um aumento de cerca de 10% no salário médio, o que permite à Landing.jobs concluir que, em Portugal, os profissionais na área da tecnologia cheguem mesmo, em alguns casos, a receber um total de 95 mil euros por ano.

Mas nem todos os cargos conseguem alcançar estes valores. São as funções ligadas à gestão, como chief technology officer (CTO) e head of engineering, que podem chegar aos salários mais chorudos, 95 mil euros e 90 mil euros por ano, respetivamente. Contudo, o montante está sempre dependente da experiência do profissional.

“Os anos de experiência assumem um lugar de relevância, sendo que os trabalhadores com mais de cinco anos de experiência tendem a auferir salários mais elevados”, afirma em comunicado a Landing.jobs, que atua especificamente no mercado de recrutamento tech. Ainda assim, mesmo que o candidato não tenha qualquer experiência anterior na área, o salário médio anual bruto de um CTO ou um head of engineering nunca deverá ser inferior a 55 mil e 40 mil euros, respetivamente.

Já fora do campo da gestão, os cargos que são melhor remunerados são os de iOS developer (que alcançam os 62 mil euros anuais), android developer e devOps engineer (que podem chegar a ganhar, cada um deles, 60 mil euros).

Veja a tabela de salários na tecnologia que a Landing.jobs elaborou, depois de um inquérito a mais de mil profissionais em Portugal.

Entre todos os cargos, as posições ligadas à gestão foram, de facto, as que mais viram aumentar os salários anuais. Ainda assim, Maria Tolentino, responsável da Landing.jobs para o mercado português, destaca que também as posições de back-end, mobile e data science registaram um aumento significativo, relativamente ao ano anterior.

Dentro da escassez de perfis tech, os cargos mais preenchidos em Portugal são os de full-stack developer (29,7%), back-end developer (13,8%) e product/project manager (8,8%). Estas funções podem render, respetivamente, até 45 mil, 55 mil e 50 mil euros por ano.

"Os salários podem ser decisivos para a atração e retenção de talento e é importante que as empresas tenham estas questões em consideração”

José Paiva

CEO da Landing.jobs

“Os salários podem ser decisivos para a atração e retenção de talento e é importante que as empresas tenham estas questões em consideração”, refere José Paiva, CEO da empresa, acrescentando que, face à procura de profissionais deste setor, as empresas têm de manter-se ou tornar-se competitivas e acompanhar a evolução do mercado.

“Lisboa continua a ser o maior hub tecnológico do país”

A capital portuguesa, sem grandes surpresas, continua a ser o local onde se verifica a grande maioria das ofertas de emprego para profissionais da área da tecnologia. Entre as mais de mil ofertas analisadas pela Landing.jobs, cerca de 850 pertenciam a empresas localizadas em Lisboa.

“Este dado mostra que Lisboa continua a ser o maior hub tecnológico do país e o local de referência para desenvolvimento em Portugal”, diz Maria Tolentino.

Mas em termos de salários também há algumas diferenças geográficas. Os intervalos salariais para ofertas de emprego no Porto podem ser de 5% a 10% inferiores”, acrescenta a responsável pelo mercado português.

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