PR diz que contagem de tempo dos professores pode tornar-se “caderno de encargos” para futuros governos

Marcelo Rebelo de Sousa, diz que solução a encontrar para contagem do tempo de serviço dos professores vai ter consequências para o Governo ou tornar-se um caderno de encargos para futuros executivos.

O Presidente da República considerou esta terça-feira que a decisão que venha a ser tomada sobre a contagem do tempo de serviço dos professores vai ter consequências para o atual Governo ou transformar-se num “caderno de encargos” para futuros Executivos. O alerta é deixado por Marcelo em entrevista à RTP3.

“É preciso retirar as ilações para o futuro. No futuro se houver outra qualquer crise – que pode haver – um governo que tome medidas de emergência sabe que está a assumir implicitamente a obrigação de repor a situação, nem que seja não sei quantos anos depois, que ocorreria se não tivesse havido aquelas medidas. Isso não é uma coisa de somenos“, alerta o Presidente da República, num excerto da entrevista que será transmitida pelo canal público esta terça-feira ao final da noite.

“Imaginemos que, de repente, ocorre uma situação orçamental ou uma situação de condicionamento externo impensável, numa outra legislatura com um governo completamente diferente, já viu bem o que era ter um caderno de encargos que se admite se possa ter com um caso, dois ou três, mas imagine-se com 20 ou 30?“, diz ainda.

O alerta de Marcelo Rebelo de Sousa surge numa altura em que o Governo e os professores se encontram em “guerra aberta” no que respeita à reivindicação destes últimos pela contagem integral do tempo de serviço. Mais em específico, a contabilização da totalidade de nove anos, quatro meses e dois dias de serviço congelados no contexto da crise financeira.

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