Na China, Marcelo diz que queda da OPA à EDP “é o mercado a funcionar”

Esta é a primeira reação política ao fim da operação que tinha sido lançada pela empresa estatal chinesa CTG. Já o Governo, que tinha acarinhado a OPA, ainda não se pronunciou sobre o assunto.

“É o mercado a funcionar”. Esta é a primeira reação política, vinda do Presidente da República a partir da China, sobre o fim da oferta pública de aquisição à EDP, pelo maior acionista, a empresa estatal chinesa China Three Gorges. A OPA chegou morreu na passada quarta-feira e Marcelo Rebelo de Sousa desvalorizou o impacto nas relações económicas e financeiras entre os dois países. Pelo contrário, quer aprofundá-las.

“Não há intervenção dos Estados e não houve sequer intervenção dos reguladores. O mercado funciona nos termos em que tem de funcionar. É uma das realidades que é conhecida por todos os países”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, quando questionado sobre o fim da OPA à EDP, no primeiro de seis dias de visita oficial à China, em declarações transmitidas pela SIC Notícias.

A OPA que tinha sido lançada em maio do ano passado foi acarinhada pelo Governo desde o primeiro dia, quando o primeiro-ministro garantiu que não se opunha à operação. Por outro lado, os reguladores tanto na Europa como nos EUA eram um entrave e, na assembleia-geral de acionistas da elétrica desta quarta-feira, mais de dois terços votaram contra o fim da atual limitação de 25% aos direitos de voto dos acionistas, independentemente da participação. A desblindagem dos estatutos era um dos requisitos para que a OPA avançasse, pelo que a votação inviabilizou que a oferta continue em vigor.

Contactado pelo ECO, o Governo não se pronunciou ainda sobre a queda da OPA. Já Marcelo Rebelo de Sousa, não vê o risco de comprometer as relações entre os dois países, “que vão bem”. O presidente garantiu mesmo que a visita irá servir para reforçar cooperação.

“Há um crescimento que esperamos que seja muito mais acentuado ao nível do relacionamento económico e financeiro, além do cultural. Esta é uma das realidades que será tratada nesta visita”, disse Marcelo, que destacou vários domínios que considera poderão ser aprofundados nestes dias, a começar pela “importância política” de Portugal. “Em termos económicos, apostar em mais investimento chinês, no terreno, que é muito importante. Mais relações económicas, no sentido de mais exportações portuguesas em domínios que Portugal tem capacidade para isso”, acrescentou, apontando para o setor agroalimentar.

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