Não viu o discurso do Presidente da República? Estes são os quatro alertas deixados por Marcelo

Marcelo Rebelo de Sousa dedicou a sua intervenção na sessão comemorativa do 25 de abril aos jovens e aos novos desafios que se colocam, do envelhecimento à tecnologia.

No seu quarto discurso comemorativo do 25 de abril enquanto Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa dedicou a sua intervenção as jovens e aos novos desafios que colocam hoje em dia. O chefe de Estado identificou quatro perguntas “urgentes” às quais é preciso “dar respostas inequívocas”. Isto com a “economia a crescer”, com “sensatez financeira” e com “justiça no repartir”. Parece Impossível? O presidente reconhece-o, mas diz que é preciso ter ambição, porque a “História faz-se de sonhos impossíveis”.

Marcelo Rebelo de Sousa fechou, assim, a sessão comemorativo dos 45 anos do 25 de abril, na qual intervieram todas as bancadas parlamentares e, pela última vez nesta legislatura, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.

O chefe de Estado fez questão de defender que “o 25 de Abril valeu a pena” e dedicou as suas palavras às transformações que o mundo de hoje enfrenta, demográfica, tecnológica e até climaticamente.

  • “Quando e como volta Portugal a ser uma sociedade rejuvenescer?”

O primeiro desafio apontado por Marcelo Rebelo de Sousa disse respeito ao envelhecimento demográfico. O Presidente da República disse ser preciso dar resposta a esta matéria “pelos que nascem e pelos que o país que recebe de fora”, os imigrantes, de modo a dar a “todos uma esperança coletiva renovada”.

  • “Quando e como esbatemos mesmo as desigualdades que persistem?”

O chefe de Estado identificou como segundo grande desafio as desigualdades que “persistem e continuam a minar a coesão entre pessoas, grupos e territórios”. Sobre esse último ponto, Marcelo Rebelo de Sousa disse que tal disparidade entre regiões “atrasa o desenvolvimento e esvazia as descentralizações”, juntando “os novos pobres e os velhos pobres”.

  • “Quando e como antecipamos o que aí vem, nesta era de revolução digital no emprego e no trabalho?”

Depois de sublinhar os desafios ligados ao envelhecimento demográfico e às desigualdades, o chefe de Estado chamou a atenção para a revolução digital, que terá efeitos no emprego e no mundo do trabalho. Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que as “mutuações científicas e tecnológicas” vão mudar “os sistemas produtivos”, no prazo de cinco ou dez anos, o que resultará na dispensa de pessoas “ou na rearrumação desses trabalhadores” em outras atividades.

  • “Quando e como conseguimos explicar aos menos jovens que há mesmo alterações climáticas?”

Por fim, o Presidente Rebelo de Sousa destacou a necessidade de dar respostas à crise ambiental, frisando que é preciso explicar mesmo aos “menos jovens” que estas questão são reais e “não uma moda”, isto é, que “as pugnas pela sustentabilidade do desenvolvimento não são bizantinices de meia dúzia de iluminados ou de agitadores”. De resto, este foi um dos temas mais presentes nas várias intervenções desta sessão comemorativa, com o deputado do PAN a referir mesmo uma iminente “bancarrota ambiental”.

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