Empresas norte-americanas na China enfrentam retaliação. Queixam-se de desalfandegamento mais lento

Desalfandegamento mais lento, mais inspeções e atrasos nas aprovações de licenças são as principais queixas das empresas norte-americanas operar na China.

As empresas dos Estados Unidos da América (EUA) na China dizem que estão a sofrer retaliações, na sequência da guerra comercial. Quase metade dos membros da Câmara Americana de Comércio na China, tal como um grupo idêntico em Xangai, afirmam que, além das tarifas recentemente impostas, estão a sofrer outro tipo de retaliações.

Desalfandegamento mais lento, mais inspeções e atrasos nas aprovações de licenças são as principais queixas das empresas norte-americanas a operar na China, avança o Financial Times (acesso condicionado, conteúdo em inglês).

Segundo um inquérito sobre o assunto, cerca de um terço das 240 empresas americanas que fizeram parte da pesquisa dizem que estão a cancelar ou a atrasar investimentos na China, enquanto 40% admite estar a estudar a possibilidade de transferir as suas fábricas para fora daquele país, com o sudeste da Ásia e o México entre os destinos mais prováveis. “Esta estratégia é uma forma racional de muitas empresas se isolarem dos efeitos das tarifas”, conclui o inquérito.

Recorde-se que nas últimas semanas a guerra comercial escalou, com o Estados Unidos a aumentarem as tarifas sobre os 300 mil milhões de euros de importações chinesas e a China a responder com medidas semelhantes, aumentando as tarifas sobre a importação de produtos norte-americanos no valor de 50 mil milhões de euros.

À medida que a disputa se aprofundou, os EUA tomaram medidas contra a fabricante chinesa Huawei. No início desta semana, a norte-americana Google cortou relações com a Huawei. A gigante tecnológica vai deixar de fornecer hardware, software e outros serviços técnicos à Huawei, uma medida que poderá ter implicações severas no negócio de dispositivos móveis da empresa no mercado europeu.

A decisão surgiu depois de o Presidente dos Estado Unidos, Donald Trump, ter colocado a Huawei na lista negra das exportações, tornando praticamente impossível à empresa fazer negócio com as homólogas norte-americanas.

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