Nova proposta de Theresa May não agrada aos deputados. Pressão para abandonar o cargo aumenta

A primeira-ministra está a ser pressionada para abandonar o cargo que ocupa, bem como o acordo para a saída da União Europeia, que deverá ser votado já em junho.

A primeira-ministra britânica confessou, na terça-feira, que o processo de saída do Reino Unido da União Europeia (UE) está a mostrar-se “mais difícil do que previa”. E, de facto, o Brexit mais parece uma novela, com capítulos que parecem não terminar. Esta quarta-feira, Theresa May vai apresentar ao Parlamento a sua nova proposta, o que, mais uma vez, não deverá ser tarefa fácil.

Segundo avança a Bloomberg (acesso livre, conteúdo em inglês), a primeira-ministra está a ser pressionada para abandonar, em poucos dias, o cargo que ocupa atualmente, bem como o acordo para a saída da União Europeia, que deverá ser votado já em junho.

Caso seja aprovado, o Parlamento deverá votar a possibilidade de um segundo referendo sobre o Brexit, algo que Theresa May já disse ser contra. “Devemos implementar o resultado do primeiro referendo”, afirmou. Ainda assim, para tentar, finalmente, conseguir a aprovação do Parlamento, a primeira-ministra incluiu, no acordo, abrir a porta a um segundo referendo, o que não agradou a vários conservadores.

Cerca de 20 conservadores rejeitaram de imediato a proposta, estando contra a ideia de se proceder a um novo referendo. Segundos fontes próximas do assunto, o Partido Conservador vai pedir a May que cancele a votação do seu acordo, prevista para a primeira semana de junho.

Já o líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, disse que o acordo “é um repetição do que já foi discutido” e que os trabalhistas não vão apoiar a proposta de May. Keir Starmer, responsável pelo Brexit do Partido Trabalhista, deu força à rejeição, considerando que a proposta da primeira-ministra é “fraca demais”.

Recorde-se que os deputados já rejeitaram o acordo de divórcio entre o Reino Unido e a União Europeia por três vezes e que as negociações entre conservadores e trabalhistas terminaram sem acordo.

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