Ministério Público quer mais pormenores sobre relação de secretário de Estado com EDP e GES

  • ECO
  • 23 Maio 2019

Ministério Público enviou lista com 46 perguntas ao secretário de Estado da Economia para apurar natureza da relação deste com a EDP e Grupo Espírito Santo. João Neves foi chefe de gabinete de Pinho.

O Ministério Público enviou 46 perguntas ao secretário de Estado da Economia, João Correia Neves, para tentar perceber a natureza da relação deste com os fatos que estão a ser investigados no caso EDP, de acordo com o Correio da Manhã (acesso pago). Correia Neves foi chefe de gabinete de Manuel Pinho entre 2005 e 2007.

Entre os pontos que a Justiça procura esclarecer junto do atual secretário de Estado, encontram-se questões como se este teria conhecimento dos pagamentos que o Grupo Espírito Santo terá feito a Manuel Pinho ou se estava a par da proximidade entre o presidente da EDP, António Mexia, e o então ministro da Economia, ou se teve conhecimento da influência da EDP no processo legislativo sobre o setor elétrico.

Nas 46 perguntas encontram-se sobretudo dúvidas relacionadas com os pagamentos e favores em investigação pela Justiça. Saberia Correia de Neves que Ricardo Salgado chegou a acordo com Manuel Pinho para o BES lhe pagar uma reforma de 61 mil euros mensais? E que o ex-ministro recebia uma avença mensal do BES de 15 mil euros? Ou que o BES terá pago 500 mil euros a Pinho assim que ele tomou posse? Estas são algumas das questões detalhadas pelo Correio da Manhã.

As perguntas do MP ao secretário de Estado terão chegado ao Ministério da Economia na última sexta-feira, versando também sobre pontos aparentemente mais prosaicos, questionando por exemplo por que razão saiu Correia Neves decidiu abandonar o gabinete de Pinho, mas também se António Mexia foi mesmo padrinho de batismo de uma filha de Pinho e se o responsável teve conhecimento de jantares ou almoços tripartidos entre Pinho, Mexia e Salgado.

O próximo dia 18 de junho é a data limite para os procuradores concluírem o inquérito ao caso EDP, recorda o diário.

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