Abrandar é caminho para a felicidade, diz estudo da Católica

  • Ricardo Vieira
  • 24 Maio 2019

Esporão desafiou Universidade Católica para elaborar estudo sobre adoção de um estilo de vida slow. Dificuldade em abrandar é uma das conclusões.

“Vivemos no tempo da pressa. Crescemos depressa. Trabalhamos depressa. Comemos, bebemos, dormimos depressa. Esquecemos depressa o que vemos depressa. E quando lemos, lemos depressa. Amamos depressa. Fartamos depressa. (…) Depressa é à pressa”. Este é apenas um excerto do manifesto que dá vida ao novo posicionamento do Esporão, produtores de vinho e azeite, com projetos de enoturismo.

Deste movimento nasceu a maisdevagar.pt, “uma plataforma para dar voz às pessoas e aos projetos que abrandar é a chave para progredir. Uma casa para ideias, pessoas e projetos globais”, explicam.

Neste desafio de abrandar entrou também a Universidade Católica Portuguesa, que desenvolveu um estudo sobre um estilo de vida mais tranquilo em Portugal. Percebeu-se que as pessoas que adotam mais intensamente estilos de vida slow diferem das restantes pessoas nos níveis de otimismo, baixo stress, estilo de vida saudável, equilíbrio de vida, tempo livre e capacidade de concentração. Por outras palavras, quem abranda é mais feliz.

E entre todos os dados, o maior destaque está nas horas diárias despendidas a trabalhar, se um adotante ligeiro do movimento slow trabalha cerca de 7h30 por dia, um adotante intensivo não chega a cumprir seis horas, talvez por isso durmam mais, passam mais tempo a preparar refeições, em atividades ao ar livre e de lazer. Por outro lado não veem tanta televisão, gastam menos tempo em tarefas domésticas e viajar para o trabalho ou escola/universidade. A análise sugere ainda “que as pessoas têm dificuldades em abrandar as suas tarefas do dia-a-dia”.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Abrandar é caminho para a felicidade, diz estudo da Católica

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião