Startup Visa atribuiu 49 vistos a empreendedores estrangeiros desde novembro

De novembro a maio deste ano registaram-se na plataforma 767 empreendedores e foram submetidas 103 candidaturas. Dessas, 49 foram aprovadas.

Entre novembro de 2018 e maio de 2019 foram aprovadas 49 candidaturas ao Startup Visa, programa do Governo para atrair e facilitar a entrada de empreendedores estrangeiros em Portugal que queiram montar os seus negócios no nosso país. Os dados foram revelados ao ECO pela Startup Portugal, associação de promoção e apoio ao empreendedorismo, em Toronto, à margem da primeira edição do Collision no Canadá.

Entre o Web Summit do ano passado e o final de maio deste ano, foram submetidas 103 candidaturas das quais 14 estão ainda em análise e 40 receberam resposta desfavorável.

Durante esse período, entraram na plataforma e iniciaram processo de candidatura ao programa 767 pessoas de 83 países diferentes. Entre os que mais procuram Portugal para criar empresas estão empreendedores do Brasil (34%), da Índia (12%) e do Irão (6%).

“Como é completamente novo, a nossa abordagem ao programa foi a aplicada a uma startup. Testámos e validámos nesta que foi a fase alpha do programa. Estamos agora prontos para passar a uma fase beta, com campanhas mais direcionadas a mercados específicos porque, até agora, foi tudo feito de uma forma mais contida, para vermos se todo o processo funcionava”, explica ao ECO João Borga, diretor da Startup Portugal.

Anunciado no Web Summit de 2017, o Startup Visa é um visto de residência para fundadores de startups de venham de fora da União Europeia e criado para ajudar os seus negócios a crescer, ao mesmo tempo que desenvolve o ecossistema empreendedor português.

Na prática, o programa é executado pelo Iapmei e envolve a Rede Nacional de Incubadoras (RNI), através das quais o Startup Visa garante espaço físico aos empreendedores estrangeiros para desenvolverem os seus negócios. Neste momento, da rede de incubadoras parceiras fazer parte 66 entidades.

O processo de candidatura e atribuição do visto funciona mediante seis passos específicos que vão desde a validação da elegibilidade dos candidatos à exploração das incubadoras aderentes, passando pelo preenchimento do formulário de candidatura, revisão do processo pelo IAPMEI, assinatura do contrato pela incubadora certificada e submissão deste documento na plataforma. O IAPMEI emite no final do processo uma declaração que depois serve de passo pré-visto. O documento final é entregue depois, ou pelo consulado ou pelo SEF.

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