Trump faz mira ao México e assusta investidores. Bolsas europeias em queda

Ações afundam e dívida brilha após os EUA terem anunciado que vão impor tarifas aduaneiras ao México para travar a imigração ilegal. O PSI-20 perde 0,38% com a Galp a tombar mais de 2%.

Donald Trump voltou a abalar os mercados. O Presidente dos EUA anunciou a imposição de taxas alfandegárias ao México para travar imigrantes ilegais e lançou sobre as bolsas um sentimento negativo no início da sessão desta sexta-feira. Em sentido contrário, os juros das dívidas caem.

Os EUA vão impor, a partir de 10 de junho, “taxas alfandegárias de 5% sobre todos os bens provenientes do México”, enquanto imigrantes ilegais continuarem a atravessar a fronteira mexicana, anunciou Trump esta quinta-feira. “As taxas alfandegárias vão aumentar progressivamente enquanto o problema da imigração clandestina não for resolvido. Nessa altura, as taxas alfandegárias serão levantadas”.

O México considerou a decisão norte-americana “desastrosa” e indicou estar pronto a reagir. “Se for posta em prática, esta ameaça seria muito grave”, afirmou o subsecretário mexicano para a América do Norte, Jesus Seade, citado pela Lusa “Se isto acontecer, devemos reagir energicamente”, acrescentou.

Por toda a Europa, os investidores reagiram em queda. O índice pan-europeu Stoxx 600 abriu a cair 0,5% para o valor mais baixo desde fevereiro, enquanto o alemão DAX afunda 1,3%, o francês CAC 40 e o espanhol IBEX 35 perdem 1%, o italiano FTSE MIB recua 1,09% e o britânico FTSE 100 cai 0,8%.

Em Portugal, o índice PSI-20 abriu a desvalorizar 0,38% para 5.045,21 pontos, com a Galp Energia a tombar mais de 2% para 13,34 euros por ação. Também as quedas da EDP Renováveis (-1,6%), da Jerónimo Martins Martins (-1,08%), da Navigator (1,03%), do BCP (-1%) e da EDP (0,28%) estão a penalizar o índice.

Em sentido contrário, a Altri reage em alta à apresentação de resultados. Os lucros da empresa subiram 12,5% para 36,7 milhões de euros no primeiro trimestre do ano. As receitas aumentaram 19,6% para os 207,4 milhões de euros, mesmo num período marcado pela continuação da queda preço de venda da pasta de papel. As ações avançam 1,54% para 5,93 euros.

A fuga das ações está a levar os investidores à dívida e, consequentemente, a baixar o juro. Pela primeira vez desde 2016, a yield dos títulos a dez anos da Holanda caiu abaixo de 0%, enquanto o juro das Bunds alemãs ficaram mais negativos, em -0,194%. O juro da dívida portuguesa benchmark recua para 0,862%.

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