Exportação de pezinhos de porco para a China vai permitir mais 10 milhões de euros de faturação

  • Lusa
  • 17 Junho 2019

Já obtida a autorização para exportar pezinhos de porco para a China, a segunda fase do processo será ter "luz verde" das autoridades chinesas para enviar o resto das miudezas.

Portugal conseguiu autorização para exportar pezinhos de porco para a China, um negócio que pode render mais de 10 milhões de euros anuais aos produtores, anunciou esta segunda-feira a federação dos suinicultores.

Esta nova autorização insere-se na segunda fase do processo de exportação de carne de porco para a China, faltando agora obter ‘luz verde’ das autoridades chinesas para poder enviar o resto das miudezas do porco, como o fígado e as tripas.

“Ultrapassada a primeira fase que foi a abertura do mercado chinês para a carcaça do porco, estamos agora numa segunda fase que é a autorização para as miudezas, que foi conseguida parcialmente. Conseguimos autorizar, para além do que já tínhamos, os pezinhos do porco, que é de facto um mercado bastante importante”, revelou Nuno Correia da direção da Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores (FPAS), em declarações à agência Lusa.

De acordo com o responsável, isto vai permitir uma faturação anual superior a dez milhões de euros, ou seja, mais de metade do volume de negócios anual estimado para o total das exportações das miudezas.

Porém, de acordo com a FPAS, este montante pode ainda ser aumentado, tendo em conta o interesse dos clientes chineses nestes produtos que, na Europa, “têm pouco aproveitamento”.

Esta operação vai assim ser executada através de três matadouros – ICM, Agmeat e Montalva -, à semelhança do que aconteceu na primeira fase do acordo, que permitiu que os produtores começassem a exportar carcaças de porco para a província chinesa de Hunan, numa operação na ordem dos 100 milhões de euros, valor que se prevê que duplique já em 2020.

“O Governo português e nós [FPAS] estamos a fazer um esforço no sentido de tentar autorizar mais matadouros, mas, por agora, são apenas estes três”, acrescentou Nuno Correia. A federação de suinicultores estima assim que, nos próximos seis meses, as autoridades chinesas venham a Portugal para tentar autorizar mais três unidades de abate, todas na região de Lisboa.

Esta nova autorização foi uma das novidades avançadas esta segunda-feira pelos suinicultores durante a apresentação da gala Porco d’Ouro, em Porto de Mós, distrito de Leiria. Este evento distingue a produtividade no setor suinícola nacional, estando, este ano, nomeados 78 empresários.

No total são 31 os prémios a serem entregues às explorações candidatas. Em termos de distribuição geográfica, Torres Vedras lidera com 11 nomeações, seguida pelo concelho do Cadaval (oito indicações) e Alcobaça, Palmela e Azambuja (todas com seis nomeações).

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