Wall Street avança após Fed sinalizar descida de juros

Banco central americano apontou para possível descida no preço do dinheiro até final do ano. Investidores receberam mensagem com otimismo em Wall Street.

Wall Street começou o dia numa toada morna, com os investidores expectantes em relação à Reserva Federal. E o banco central americano não desiludiu, assegurando que vai agir se a guerra comercial afetar a economia, numa mensagem que levou os principais índices americanos a ganhos mais robustos no final da sessão.

Ao dizer que “agirá de forma apropriada para sustentar” a expansão económica, a Fed sinalizou cortes nas taxas diretoras de 0,5 pontos percentuais até ao final do ano de 2019.

“Penso que a Fed fez o que tinha a fazer. Não provocou danos. Caminhou em direção a um corte nos juros mas sem o fazer hoje. Deverá acontecer em julho, na ausência de grandes notícias sobre o comércio ou outras notícias”, referiu John Augustine, da Huntington Bank, citado pela Reuters.

Neste cenário, o S&P 500 acelerou um pouco já depois das intervenções públicas da Fed. O índice de referência mundial avançou 0,29% para 2.926,34 pontos. Também o tecnológico Nasdaq e o industrial Dow Jones fecharam o dia com subidas mais expressivas do que vinham registando durante a sessão: o primeiro ganhou 0,41% e o segundo somou 0,15%.

Depois de o Banco Central Europeu ter aberto a porta à descida dos juros na Zona Euro, foi a vez de a Fed admitir fazer o mesmo, indo no sentido pretendido por Donald Trump, o presidente norte-americano. Deixou de dizer que será “paciente” no ajuste dos juros, sendo que metade dos responsáveis mostram-se agora inclinados à descida da taxa diretora nos próximos seis meses.

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