Tecnológicas contornam Trump. Continuam a fornecer componentes à Huawei

As medidas do Presidente Trump contra a Huawei não estão a ser totalmente eficazes. Empresas como a Intel encontraram forma de contornar a proibição e continuam a fornecer componentes à marca chinesa.

Afinal, o travão da Administração Trump às relações comerciais entre as empresas norte-americanas e a chinesa Huawei não está a ter a eficácia que se pensava. Multinacionais com sede nos EUA, como a Intel e a Micron, terão encontrado forma de contornar as proibições impostas pelo Presidente e continuam a exportar componentes para a marca chinesa, revelou o The New York Times (acesso condicionado).

Em causa está o facto de nem sempre os bens produzidos pelas empresas norte-americanas noutros países serem considerados made in USA. E, no caso dos componentes em que isso acontece, não se encontram abrangidos pelas regras impostas pela Casa Branca. Ao aperceberem-se disto, grandes empresas norte-americanas terão decido, há três semanas, continuar a exportar estes produtos para a China, permitindo que a Huawei continue a produzir e a vender smartphones e servidores.

De acordo com o jornal, a situação é ilustrativa da complexidade da cadeia de fornecimento no setor tecnológico, cujas ramificações tiram poder a Washington quando está em causa o controlo das mesmas. No mês passado, em plena guerra comercial entre EUA e China, o Presidente Donald Trump decidiu pôr a chinesa Huawei na lista negra das exportações, dificultando e, em alguns casos, impedindo a relação entre a tecnológica e as fornecedoras com origem nos EUA.

A informação de que algumas tecnológicas de grande dimensão continuam a exportar produtos para a China não terá caído bem junto de alguns responsáveis da Casa Branca, que acreditam que a decisão viola o espírito da lei. No entanto, não deverão ser tomadas quaisquer medidas antes da cimeira do G20, que tem início marcado para esta sexta-feira e que deverá trazer novidades ao nível das relações sino-americanas.

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