Do “abate” de eletrodomésticos aos bilhetes virtuais nos transportes. As propostas do PS para as alterações climáticas

Incentivos à troca de eletrodomésticos fazem parte do projeto de Programa Eleitoral do PS. Mudanças na fiscalidade automóvel e aposta nos transportes são trunfos no combate às alterações climáticas.

Entregaria os seus eletrodomésticos menos eficientes se lhe dessem um incentivo para trocar por modelos melhores? O PS promete criar um “programa de abate” de eletrodomésticos e equipamentos eletrónicos que tenham classificação energética igual ou inferior a B, se vencer as próximas eleições.

Um pouco à semelhança do que chegou a acontecer com os automóveis, com o programa de abate a veículos em fim de vida, no capítulo sobre alterações climáticas do projeto de Programa Eleitoral, o PS propõe a criação de “incentivos” à substituição dos equipamentos mais gastadores, procurando promover os com classificação A. O objetivo é dotar os portugueses de aparelhos mais eficientes.

 

O documento tem ainda outras medidas ao nível da eficiência energética e da descarbonização da economia. É o caso da antecipação do início do fecho das centrais termoelétricas de Sines e Pego “para a próxima legislatura”, preparando “o fim da produção de energia elétrica a partir do carvão” no país.

Os socialistas pretendem ainda “estabelecer uma parceria com os municípios para a reconversão da iluminação pública”, substituindo os sistemas atuais por outros “mais eficientes”, como as lâmpadas LED. Outra ideia é a de “explorar as potencialidades da energia cinética” produzida pelo movimento das infraestruturas pesadas de transportes e, ainda, a revisão da “fiscalidade sobre os veículos” para dar “uma clara vantagem fiscal” aos automóveis elétricos.

Acerca destes, o PS quer reforçar o número de postos de carregamento para automóveis elétricos, estabelecendo “um limiar de obrigatoriedade de instalação de postos de carregamento de veículos elétricos em determinadas infraestruturas de acesso público”.

Passes baratos, bilhetes virtuais

Ao nível dos transportes públicos, o PS promete manter a redução do preço dos passes sociais para incentivar os cidadãos a usarem menos o automóvel próprio e, ainda, melhorar a qualidade destes mesmos transportes. Uma proposta que surge numa altura em que o atual Governo, liderado pelo socialista António Costa, é criticado pela degradação dos transportes públicos face ao aumento inesperado da procura com a instituição do passe único em Lisboa e Porto.

Neste campo, os socialistas querem desenvolver novos “sistemas de bilhética integrada e desmaterializada”, além de “um sistema universal e integrado de pagamento” dos transportes públicos. A ideia é a de que “o cidadão possa aceder facilmente a todos os serviços de transportes públicos, estacionamento, portagens, aluguer de veículos em sistemas partilhados ou carregamento de veículos elétricos” numa única plataforma.

Risco de incêndio é “realidade incontornável”

A descarbonização da economia é essencial no contexto de crise climática em que vivemos. O aumento das emissões de gases com efeitos de estufa, derivado da queima de combustíveis fósseis, tem resultado num aquecimento global, sendo que Portugal é um dos países mais expostos a este flagelo. Ondas de calor e incêndios são cada vez mais uma presença frequente nas notícias e o PS entende que esta é “uma realidade incontornável”.

“Os seus efeitos far-se-ão sentir com especial intensidade no nosso território. Não basta, pois, descarbonizar, por mais decisivo que isso seja. Precisamos de adaptar o nosso modo de vida a um clima mais incerto, mais adverso e mais extremo”, refere o PS no mesmo documento.

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