Daniel Proença de Carvalho retira-se da advocacia no final do ano

  • ADVOCATUS
  • 1 Julho 2019

O atual presidente da Uría Menéndez-Proença de Carvalho, com 77 anos, anunciou na festa de verão do escritório, que decorreu na sexta-feira, que se retira da advocacia no final do ano.

Daniel Proença de Carvalho anunciou — na festa de verão da Uría Menéndez – Proença de Carvalho que decorreu na passada sexta-feira — que no final do ano deixará de exercer advocacia e, por essa razão, cessará também as funções de presidente do escritório a que esteve ligado durante dez anos.

“Há mais de 50 anos que exerço a honrosa profissão de advogado, numa longa carreira com momentos muito marcantes da vida de Portugal. Eu próprio fui dando conta que vou fazer 78 anos e que mereço ainda um tempo para realizar alguns projetos pessoais. Tinha-me comprometido para quatro anos e acabei por ficar dez anos”, segundo explica o próprio, em comunicado enviado à Advocatus por fonte oficial do escritório.

O advogado destacou ainda “o êxito” que tem sido o percurso da Uría Menéndez – Proença de Carvalho (UMPC), afirmando-se “como um escritório de referência no mercado português e estando convicto que a fusão do seu escritório com a Uría Menéndez em 2010 foi uma das melhores decisões da sua carreira profissional onde as equipas que o acompanharam se integraram com sucesso” segundo o mesmo comunicado.

Luis de Carlos e Salvador Sánchez-Terán, respetivamente presidente e sócio-diretor da Uría Menéndez realçaram “a importância que um dos mais notáveis advogados portugueses teve na afirmação do projeto desta firma ibérica em Portugal”. Nesse sentido, Daniel Proença de Carvalho prosseguirá com as suas funções de patrono da Fundação Professor Uría.

Daniel Proença de Carvalho assumiu as funções de presidente da UM-PC em março de 2010, através da fusão da sociedade de advogados Proença de Carvalho & Associados com a Uría Menéndez. A par da sua atividade como advogado, desempenhou vários cargos, tendo sido ministro da Comunicação Social no quarto Governo Constitucional presidido por Mota Pinto (1978/79), presidente da RTP (1980/83) e presidente do Conselho de Administração da Fundação Arpad Szènes-Vieira da Silva (1993/2007). É atualmente presidente da Assembleia Geral do Instituto Português de Corporate Governance, desde junho de 2010. E ainda presidente do Conselho de Administração da Global Media, grupo que detém títulos como o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias.

Foi admitido na Ordem dos Advogados, em 1968.

Proença de Carvalho exerce funções em instituições de utilidade pública sem fins lucrativos, designadamente, preside o Conselho de Curadores da Fundação Champalimaud. Como advogado, tem atuado em todas as áreas de prática profissional, litigiosa e extralitigiosa, acompanhando todo o tipo de processos judiciais. Interveio em vários processos arbitrais, quer como advogado de parte, quer como árbitro. Além da área de contencioso, tem experiência nas áreas económica, comercial e fusões e aquisições, representando empresas nacionais e estrangeiras.

Advogado de sempre de António Champallimaud, protagonizou o caso da Herança Sommer, nos finais dos anos 60 Foi ainda advogado de Leonor Beleza, nos anos 90, no famoso caso dos hemofílicos. A seguir ao 25 de abril de 1974 defendeu vários empresários no PREC, incluindo os irmãos José e Agostinho da Silva, fundadores da Torralta. Foi ainda advogado de vários empresários portugueses como o comendador Rui Nabeiro (Delta Cafés), António Mota (Mota Engil) e Paulo Fernandes (Cofina). Daniel Proença de Carvalho nasceu na Soalheira, concelho do Fundão, a 15 de setembro de 1941.

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