Pereira Coutinho fica com 95% da SAG. Não pode lançar OPA potestativa

João Pereira Coutinho passou a deter 95% do capital da SAG Gest após OPA. Não pode lançar oferta potestativa, mas deverá convocar AG para pedir saída de bolsa.

João Pereira Coutinho passou a deter 95% do capital da SAG Gest, após a Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada há dois meses. Mas não vai poder lançar uma oferta potestativa sobre as ações que não conseguiu comprar, porque só ficou com 75% dos direitos de voto. Ainda assim, o empresário deverá convocar uma assembleia geral para pedir a saída da empresa de bolsa.

Pereira Coutinho já detinha quase 80% do capital da SAG antes do anúncio da operação e conseguiu comprar mais de 25 milhões de euros de ações da empresa, o equivalente a 14,94% do capital, ao preço de 0,0615 euros por título. Investiu cerca de 1,56 milhões de euros na OPA.

Por não ter conseguido obter o controlo de mais de 90% dos direitos de voto, Pereira Coutinho não poderá lançar uma OPA potestativa, através da qual os acionistas “resistentes” teriam obrigatoriamente de vender os seus títulos ao empresário. Ficaram 8,4 milhões de ações nas mãos de outros acionistas, correspondentes a 4,98% do capital da SAG.

Ainda assim, poderá solicitar a perda de qualidade de sociedade aberta da SAG, bastando levar essa proposta para assembleia geral de acionistas. Nesse cenário, a cotada será excluída do mercado com a aprovação da medida.

A OPA foi lançada no final do mês de abril, no âmbito da venda da SIVA ao grupo Porsche para garantir a “continuidade das operações” do importador de automóveis e assim assegurar 650 postos de trabalho. A SIVA será vendida por 1 euro.

(Notícia atualizada às 17h10)

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Pereira Coutinho fica com 95% da SAG. Não pode lançar OPA potestativa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião