Revista de imprensa internacional

  • ECO
  • 1 Julho 2019

Banca domina as manchetes. Bancos espanhóis vão criar marca de cartões para rivalizar com Visa e na Alemanha aguarda-se pela reestruturação do Deutsche Bank. HSBC quer salvar imagem na China.

O mobile banking deverá ultrapassar o recurso aos balcões tradicionais a partir de 2021, isto quando os bancos espanhóis estão a ponderar criar uma rede de cartões de pagamento para concorrer com a Visa e a MasterCard. Na Alemanha é o futuro plano de reestruturação do Deutsche Bank que continua a centrar as atenções. Já mais a Oriente, destaque para a ofensiva de lobby lançada pelo HSBC para tentar ficar bem visto junto das autoridades chinesas.

Cinco Días

Banca espanhola lança marca de cartões em outubro para concorrer com Visa e MasterCard

Os bancos espanhóis uniram-se para criar uma nova rede de cartões de pagamento. O projeto a nível nacional, que pretende concorrer com gigantes internacionais, como a Visa ou a MasterCard, será lançado no último trimestre do ano e o plano é começar com testes já em outubro. Caso o plano seja bem-sucedido, a expectativa do setor é que signifique uma alteração considerável no negócio do setor financeiro em Espanha, incluindo nos resultados já que poderão deixar de pagar comissões a estas empresas.

Leia a notícia completa no Cinco Días (acesso livre/conteúdo em espanhol).

Financial Times

HSBC tenta convencer chineses que não é responsável por prisão de executivo da Huawei

O HSBC lançou uma campanha de lobby para convencer o governo chinês que não teve responsabilidades no processo que levou à prisão do diretor financeiro da Huawei. O HSBC foi uma das empresas que ajudou as autoridades norte-americanas a montar um caso contra Meng Wanzhou, CFO da Huwaei e filha do fundador da empresa, que atualmente está no Canadá a tentar travar uma eventual extradição para os EUA, onde enfrentará acusações de fraude bancária e eletrónica. Segundo o FT, o HSBC tem defendido junto das autoridades chinesas que não tinha qualquer alternativa a não ser colaborar com as autoridades, especialmente porque desde 2017 que é acompanhado de muito perto pelo Departamento de Justiça dos EUA por ter apoiado cartéis mexicanos a “lavar” várias centenas de milhões de dólares.

Leia a notícia completa no FinancialTimes (acesso pago/conteúdo em inglês)

The Guardian

Banca eletrónica vai ultrapassar visitas a balcões bancários

O recurso à banca via internet ou smartphone vai ultrapassar as idas a balcões tradicionais dos bancos nos próximos dois anos, estima um estudo revelado pelo The Guardian. O ponto de viragem será atingido em 2021, segundo as conclusões da consultora Caci, ano em que o total de clientes regulares em balcões será inferior aos clientes regulares das aplicações de bancos ou fintechs. Só no Reino Unido, em 2018 mais de dois terços dos adultos já usava online banking, percentagem que cai para 48% se se considerar apenas o recurso ao mobile banking — número que compara com os 41% de 2017, segundo a associação bancária do Reino Unido.

Leia a notícia completa no The Guardian (acesso livre/conteúdo em inglês).

Bloomberg

Deutsche Bank pretende cortar até 20 mil postos de trabalho

Christian Sewing, CEO do Deutsche Bank há pouco mais de um ano, pode estar a preparar um corte de até 20 mil postos de trabalho a implementar no grupo bancário alemão. O gestor está a ultimar um plano de reestruturação para a instituição financeira que deverá ser apresentado até 8 de julho, escreve a Bloomberg. “O Deutsche Bank está a preparar medidas para acelerar a sua transformação e melhorar a sua rentabilidade sustentável. Atualizaremos os stakeholders se e quando necessário”, comentou fonte oficial da instituição. O banco alemão contava com 91.500 trabalhadores no final de março, menos quatro mil do que em abril de 2018, altura em que Sewing ascendeu a CEO.

Leia a notícia completa na Bloomberg (acesso livre/conteúdo em inglês)

Bloomberg

Disputa financeira entre UE e Suíça atinge níveis sem precedentes

Nestlé, Swatch ou Novartis. Comprar ou vender ações de qualquer uma destas gigantes suíças ficou mais difícil a partir desta segunda-feira, dia em que entrou em vigor uma interdição à negociação de títulos deste mercado por parte de investidores da União Europeia. É mais um capítulo na disputa entre a UE e a Suíça desencadeada com a entrada em vigor da diretiva DMIF II — que veio reforçar o quadro regulatório aplicável aos instrumentos financeiros, com o intuito de aumentar a transparência, reforçar a confiança e proteção dos investidores, especialmente os não profissionais. A DMIF II implicou revogar algumas equivalências antes concedidas às bolsas suíças, tendo Berna respondido com o bloqueio.

Leia a notícia completa na Bloomberg (acesso livre/conteúdo em inglês).

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