Mercadona chegou a Portugal. Ações do retalho afundam e penalizam o PSI-20

A Jerónimo Martins lidera as perdas no índice. As papeleiras, por seu lado, impedem uma descida mais expressiva da bolsa de Lisboa.

As principais bolsas europeias estão em alta, prolongando o sentimento positivo dado aos investidores pela reunião do G20 no fim de semana. Apesar da abertura em alta, Lisboa resistiu em terreno positivo apenas alguns minutos, estando o PSI-20 a perder 0,31% para 5.174,67 pontos. Enquanto o retalho pressiona, as papeleiras lideram as subidas.

No dia em que a cadeia espanhola de supermercados Mercadona abre portas em Portugal, o sentimento é negativo no retalho. A Jerónimo Martins tomba 3,5% para 14,04 euros e a Sonae desliza 0,23% para 0,86 euros.

Ainda a penalizar o índice de referência nacional estão outros pesos-pesados como o BCP, que corrige dos ganhos da última sessão e cede 0,29% para 0,27 euros. A EDP recua 0,54% para 3,33 euros e a Galp Energia perde 0,29% para 13,79 euros, num dia em que as petrolíferas estão em foco.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e outros aliados anunciaram um prolongamento do acordo de cortes de produção nos termos atuais (1,2 mil milhões de barris por dia) por nove meses. O Brent negociado em Londres segue a ganhar 0,28% para 65,22 dólares por barril e o crude WTI de Nova Iorque valoriza 0,17% para 59,19 dólares.

Do lado dos ganhos, o setor do papel e da pasta de papel está em alta, com a Navigator soma 1,17% para 3,45 euros, enquanto a Semapa avança 0,96% para 12,68 euros e a Altri ganha 0,88% para 6,28 euros.

Entre as notícias empresariais destaca-se a Sonae Capital depois de a sua participada CapWatt ter apresentado uma oferta vinculativa para a aquisição da sociedade Futura Energía Inversiones e participadas, por até 4,5 milhões de euros, que foi aceite pelos acionistas do grupo. As ações da Sonae Capital recua 0,27% para 0,73 euros.

Fora do PSI-20, foram conhecidos após o fecho da última sessão os resultados da Oferta Pública de Aquisição à SAG Gest. O empresário João Pereira Coutinho passou a deter 95% do capital da empresa, mas não vai poder lançar uma oferta potestativa sobre as ações que não conseguiu comprar porque só ficou com 75% dos direitos de voto. Ainda assim, deverá convocar uma assembleia geral para pedir a saída da empresa de bolsa. As ações abriram inalteradas.

(Notícia atualizada às 8h20)

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