Contacto pessoal é determinante para recrutar

  • Ricardo Vieira
  • 10 Julho 2019

Cerca de 84% das empresas nunca confiariam num software para realizar todas as etapas do processo de recrutamento.

No mundo em que há chatbots e software que filtram e avaliam CVs, 93% dos profissionais consideram que, apesar destes recursos de apoio, “o contacto pessoal continuará a ser essencial numa entrevista de emprego e que a decisão final sobre a contratação do candidato depende mais da intuição do que de evidências estatísticas”. Esta é uma das conclusões da pesquisa “HRTECH: Tecnologia e inovação em recursos humanos” da Robert Walters.

Além do contacto pessoal ser essencial durante o recrutamento (para 90% dos inquiridos), 84% das empresas nunca confiariam num software para realizar todas as etapas do processo, nomeadamente a última fase de entrevistas ou a fase de negociação da oferta de emprego. Contudo, 38% dos profissionais considera a tecnologia útil nas fases de triagem de CVs e contacto por email pré-entrevista.

Para a maioria dos profissionais (64%) não é adequado que uma candidatura seja descartada por uma ferramenta tecnológica, e 74% pensa que o software de filtragem automática poderia excluir candidatos adequados com base na sua programação.

A importância da entrevista pessoal é outro dos tópicos analisados no relatório, verificando-se que 74% dos inquiridos veem-na como uma oportunidade para manter uma conversa descontraída com o responsável de contratação, 10% referem a importância para conhecer o ambiente, cultura e valores da empresa contratante através do entrevistador e, para 4% dos inquiridos, ela permite a possibilidade de estabelecer um relacionamento profissional de médio/longo prazo com o entrevistador.

Aliás, apenas 9% acredita que a seleção de um profissional dependerá principalmente de evidências estatísticas. Seis em cada 10 pessoas pensam que “o instinto” e a experiência anterior do recrutador acabarão por ter preponderância sobre os dados extraídos de um software tecnológico.

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