Centeno no FMI? WSJ põe ministro das Finanças na shortlist para suceder a Lagarde

  • ECO
  • 17 Julho 2019

Notícia é avançada pelo Wall Street Journal, que aponta para quatro nomes. Além do ministro das Finanças português, os nomes indicados são Jeroen Dijsselbloem, Olli Rehn e Nadia Calviño.

Mário Centeno poderá ser um dos nomes em cima da mesa para próximo diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo o Wall Street Journal (acesso pago e conteúdo em inglês), foi delineada uma lista de possíveis candidatos vindos da Europa e o ministro das Finanças português está no grupo.

As quatro maiores economias europeias — Alemanha, França, Itália e Reino Unido –, a par dos EUA, Canadá e Japão, fazem parte do grupo G7. Os ministros das Finanças destes países estão reunidos na cidade francesa de Chantilly para debater assuntos como impostos ou criptomoedas. À margem, terão discutido a sucessão de Christine Lagarde.

A ainda diretora-geral do FMI foi nomeada para a presidência do Banco Central Europeu a partir de novembro e suspendeu funções enquanto este processo avança. Esta quarta-feira, apresentou demissão, permitindo ao fundo lançar a corrida para a sua sucessão.

De acordo com as fontes do Wall Street Journal, já há uma shortlist por parte da Europa e inclui: o ministro das Finanças português Mário Centeno, o ex-presidente das Finanças da Holanda Jeroen Dijsselbloem, o governador do banco central finlandês Olli Rehn e a ministra da Economia de Espanha Nadia Calviño.

Não é a primeira vez que se fala numa possível saída de Mário Centeno, que é também presidente do Eurogrupo, de Portugal. Nos últimos tempos o futuro do ministro das Finanças tem sido alvo de grande especulação porque havia a possibilidade de Centeno sair do país, nomeadamente rumo ao cargo de comissário europeu.

O ECO Insider tinha avançado com essa possibilidade há duas semanas, mas o comentador Luís Marques Mendes chegou a afirmar que a hipótese passou pela cabeça do responsável pela finanças do país, mas que decidiu ficar, ir às eleições legislativas de outubro e adiar a carreira internacional.

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