Google e Starbucks levam Wall Street a máximos

Os principais índices dos Estados Unidos encerraram em máximos, impulsionados pelos resultados da Alphabet e da Starbucks.

Os lucros apresentados pela Alphabet e pela Starbucks levaram dois dos principais índices de Wall Street a níveis recorde. A impulsionar ainda mais os mercados norte-americanos estiveram os dados que mostraram que o ritmo de crescimento da economia dos Estados Unidos desacelerou menos do que o esperado pelos analistas.

O S&P 500 subiu 0,73% para 3.025,55 pontos, enquanto o Nasdaq valorizou 1,11% para 8.330,21 pontos, com os dois índices a baterem máximos. Pelo mesmo caminho foi o industrial Dow Jones que somou 0,19% para 27.191,3 pontos.

Duas semanas depois de ter arrancado a época de apresentação de resultados do primeiro semestre, cerca de 75% das 218 empresas do S&P 500 apresentaram lucros superiores aos previstos, de acordo com dados do Refinitiv, citados pela Reuters (conteúdo em inglês).

Exemplo disso foi a Alphabet que, esta sexta-feira, viu os lucros crescerem 32% para 16,6 mil milhões de dólares no primeiro semestre, com o volume de negócios a crescer 18% para 75,283 mil milhões. As ações da empresa subiram 9,62% para 1.245,22 dólares à custa destes resultados.

Mas a Starbucks também deu o seu contributo. As ações subiram 8,94% para 99,11 dólares — um valor recorde –, depois de a empresa ter registado o maior aumento de venda dos últimos três anos. O mesmo se diz do Twitter, cujas ações avançaram 9,65%, depois de ter visto as receitas crescido mais do que o esperado.

Além dos resultados empresariais, também os dados da economia puxaram pelos índices norte-americanos. O Departamento de Comércio norte-americano revelou que o crescimento do PIB dos Estados Unidos abrandou para um ritmo anual de 2,1% no segundo trimestre. Os analistas antecipavam um crescimento inferior a 2%.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Google e Starbucks levam Wall Street a máximos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião