Wall Street à espera da Fed. Resultados animam

  • ECO
  • 29 Julho 2019

Investidores aguardam por decisões sobre eventual corte de juros na economia norte-americana. Reunião entre Pequim e Washington também está na agenda dos investidores.

A semana dos mercados está a arrancar sob a tónica da expectativa, com os principais índices norte-americanos a iniciarem a primeira negociação da semana em terreno neutro ou em ligeira queda. Ao longo dos próximos dias são vários os dossiês a que os investidores estarão atentos, razão pela qual muitos estarão em postura de “esperar para ver”.

Na abertura da sessão, o Dow Jones arrancou a perder 0,21%, para 27.192,24 pontos, tal como o Nasdaq, que abriu a recuar 0,06% para 8.325,10 pontos, e o S&P 500, que desvalorizou 0,05%, para 3.204,47 pontos. E se nos minutos seguintes o índice tecnológico e o S&P prosseguiram em queda, para -0,57% e -0,046%, o Dow Jones acabou por inverter, valorizando 0,09%.

Na última sexta-feira, os índices norte-americanos registaram fortes ganhos, muito animados pelos resultados das tecnológicas, em especial da dona da Google, sendo que a apresentação de resultados melhores que o esperado tem sido a tendência no universo do S&P 500, onde 75% das cotadas têm superado as estimativas, de acordo com uma compilação feita pela Refinit.

Os investidores confirmam assim as leituras de antecipação dos primeiros dias de negociação esta semana, já que são muitas as notícias que se esperam nos próximos dias. Desde logo, o anúncio da Reserva Federal norte-americana sobre a evolução dos juros.

As expectativas dos investidores, porém, vão além dos juros, pois está previsto para esta semana que equipas de Pequim e Washington voltem a reunir para tentar resolver o impasse em que as relações bilaterais se encontram atualmente.

“A questão chave que os investidores enfrentam agora é se a Fed pode safar-se com um pequeno número de cortes seguros ou se será empurrado para uma flexibilização mais fundamental da política”, salientou Neil Shearing, da Capital Economics, em nota citada pela Reuters.

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