Ministério Público abre inquérito à compra das golas inflamáveis

"O Ministério Público determinou a instauração de um inquérito" à compra das golas por parte da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

“O Ministério Público determinou a instauração de um inquérito” à compra das golas por parte da Autoridade Nacional de Proteção Civil, revelou fonte oficial ao ECO. “Corre termos no Departamento Central de Investigação e Ação Penal“, adiantou. Os equipamentos em causa, feitos de material inflamável, faziam parte dos kits de emergência para o programa “Aldeias Seguras”.

O Ministério da Administração Interna também já abriu um inquérito ao caso das golas distribuídas pela Proteção Civil, depois de ser conhecido que estas foram produzidas por uma empresa detida pelo marido da presidente de junta de Longos, Guimarães, e que continham material inflamável.

Na sequência da polémica, Rui Rio, presidente do PSD, tinha sugerido que o Ministério Público investigasse esta questão e afirmou, nesta segunda-feira, que o caso é “gravíssimo“. “Aquilo que temos em cima da mesa é que há uma empresa constituída e que se dirige ao setor do turismo que vende golas, golas essas que são inflamáveis. Logo aí a coisa tem diversos males”, apontou.

O caso já levou também à demissão do técnico Francisco Ferreira, adjunto do secretário de Estado da Proteção Civil, após ter sido noticiado pelo Jornal de Notícias o seu envolvimento na escolha das empresas para a produção dos kits. Foi Francisco Ferreira que recomendou as empresas para a compra das 70 mil golas inflamáveis e dos 15 mil kits de emergência entregues a povoações.

Entretanto foi ainda revelado que uma empresa detida a 20% pelo filho do secretário de Estado da Proteção Civil estabeleceu três contratos com o Estado, numa altura em que a Secretaria de Estado está envolvida na polémica relacionada com os kits. Mas José Artur Neves diz que não se demite e defende que não teve qualquer influência nos contratos públicos celebrados.

(Notícia atualizada às 18h25)

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