Golas inflamáveis: Adjunto do secretário de Estado da Proteção Civil demite-se

  • Lusa
  • 29 Julho 2019

O adjunto do secretário de Estado da Proteção Civil demitiu-se esta segunda-feira, na sequência das notícias que davam conta do seu envolvimento no caso das golas inflamáveis. 

O técnico Francisco Ferreira, adjunto do secretário de Estado da Proteção Civil, demitiu-se esta segunda-feira, após ter sido noticiado o seu envolvimento na escolha das empresas para a produção dos kits de emergência para o programa “Aldeias Seguras”.

Numa nota enviada à Lusa, o Gabinete do ministro da Administração Interna informa que “o Técnico Especialista Francisco José da Costa Ferreira pediu a exoneração de funções no Gabinete do Secretário de Estado da Proteção Civil”. O pedido foi aceite pelo secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves, acrescenta a mesma nota oficial.

Esta segunda-feira, o Jornal de Notícias revelou que foi o adjunto do secretário de Estado da Proteção Civil — que é também presidente da concelhia do PS em Arouca — que recomendou as empresas para a compra das 70 mil golas inflamáveis e dos 15 mil kits de emergência entregues a povoações.

Em declarações ao Diário do Porto, Francisco José Ferreira confirmou que tinha sido ele a recomendar “nomes para tais procedimentos”, embora não tenha revelado mais pormenores sobre como é que as cinco empresas que fizeram negócios no âmbito da campanha da Proteção Civil terão sido consultadas para fornecer os equipamentos.

No sábado, o ministro da Administração Interna abriu um “inquérito urgente” à compra destes kits, que custaram, no total, 350 mil euros. Os produtos foram comprados à empresa Foxtrot Aventura, detida pelo marido da presidente da junta de freguesia de Longos, em Guimarães. Vendidas como sendo anti-inflamáveis, veio a descobrir-se que as golas tinham sido produzidas a partir de materiais inflamáveis.

(Notícia atualizada às 12h56 com mais informação)

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