Nativos digitais não consideram emigrar em 2020

A "Geração Z" não está interessada em sair do país nos próximos anos. São também a geração menos interessada em mudar de empresa. Um mercado laboral mais dinâmico é uma das razões, revela a Hays.

Quem nasceu entre 1995 e 2012 faz parte da geração Z e é considerado um “nativo digital”. Segundo o mais recente estudo da agência Hays Portugal, a geração que sucede aos millennials não considera sair do país durante o próximo ano. A estabilização da economia portuguesa e o mercado laboral cada vez mais dinâmico estão entre as razões para esta geração não ponderar emigrar num futuro próximo.

A fuga de talento para o estrangeiro foi um dos maiores problemas da última década, mas a tendência parece estar a abrandar para estes “nativos digitais do mercado laboral”. Apesar disto, revela o mesmo estudo, a geração Z é a única que se encontra um pouco mais disponível para trabalhar no estrangeiro, e também a que revela menor disponibilidade para trabalhar fora da sua cidade de origem.

Entre as quatro diferentes gerações são questionadas sobre se considerariam emigrar em 2020 percebe-se, de forma geral, há pouca vontade de o fazer nos próximos anos. A disponibilidade vai decrescendo consoante a geração, ficando por ordem os baby boomers (nascidos entre 1946 e 1964), a a geração X (nascidos entre 1965 e 1980), os millennials (nascidos entre 1981 e 1994) e, por fim, a Geração Z, dos nativos digitais.

As gerações mais recentes estão mais predispostas para uma mobilidade internacional, do que qualquer outra geração pois nasceram num mundo digital e sem barreiras geográficas. Por isso mesmo, conceitos como o gap year, onde a pessoa tira geralmente um ano sabático para poder viajar, conhecer novas culturas e línguas, ou fazer voluntariado, são cada vez mais uma tendência entre os jovens”, sublinha Paula Baptista, Managing Director da Hays Portugal.

Quando a geração Z é questionada sobre se gostaria de fazer uma pausa de um ano antes de iniciar a sua carreira profissional, 34% respondeu que sim, 14% que não, 48% nunca pensou nessa opção, e 4% afirmou já ter feito um gap year. Ao contrário dos millennials, a geração Z é a mais atenta às saídas profissionais na altura de pensar numa carreira, e também a menos interessada em mudar de empresa.

No caso de terem de emigrar, os Estados Unidos são o país preferido para esta geração, e a vizinha Espanha o destino o menos atrativo. Reino Unido, Alemanha, Angola e Austrália, continuam a surgir entre os países com mais potencial para emigrar.

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