Governo limita abastecimento de combustível fora dos postos de emergência a 25 litros

Os veículos ligeiros só poderão ser abastecidos com 25 litros e os pesados com 100 litros, em qualquer posto de combustível do país. Na REPA, mantém-se o limite de 15 litros.

O Executivo de António Costa declarou, esta sexta-feira, a situação de crise energética e decidiu impor limites ao abastecimento de combustível também nas bombas que não fazem parte da Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA). Segundo o ministro do Ambiente, os veículos ligeiros só poderão ser abastecidos com até 25 litros, em qualquer posto do país. Os pesados estão limitados a 100 litros. Isto a partir da 23h59 de domingo.

“Fora da rede REPA, resolvemos quantificar os valores que podem ser abastecidos, sendo que para, o caso de veículos ligeiros, serão 25 litros e, para o caso dos veículos, pesado 100 litros”, informou Matos Fernandes, à saída da reunião de Conselho de Ministros.

Estes limites abrangem cerca de 88% dos postos de combustíveis nacionais, já que 12% dessa rede está integrada na REPA, no âmbito da qual os veículos não prioritários (forças de seguranças, emergências médicas) só podem ser abastecidos com até 15 litros.

A decisão do Executivo de limitar o abastecimento também nos postos fora da REPA espelha o que já tinha sido decidido pela Câmara de Mafra. No caso dessa autarquia, as restrições entraram em vigor na quarta-feira e seguem os mesmos tetos decididos pelo Governo esta tarde: 25 litros para veículos ligeiros e 100 litros para pesados.

Estes limites são anunciados, além disso, num momento em que a Brisa já tinha informado o Governo de que se registaram ruturas de combustível em postos da autoestrada que liga Lisboa ao Porto, segundo apurou o ECO. De acordo com os dados da plataforma #JáNãoDáParaAbastecer, neste momento, já há mesmo 28 bombas completamente sem combustível, em todo o país. Em 176, já não há gasóleo e em 60 não há gasolina. Isto face à iminente greve, que deverá arrancar esta segunda-feira e cuja duração ainda está por determinar.

A concretizar-se a greve dos motoristas marcada para esta segunda-feira, estará em causa a segunda paralisação dos motoristas no espaço de quatro meses. A greve de abril deixou os postos de abastecimento praticamente sem combustível, tendo motivado um acordo entre os patrões e os motoristas que prevê uma progressão salarial, com início em janeiro do próximo ano. A 15 de julho, os sindicatos decidiram, contudo, marcar uma nova greve, acusando os patrões de não cumprir esse mesmo acordo.

(Notícia atualizada às 12h58).

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Governo limita abastecimento de combustível fora dos postos de emergência a 25 litros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião