Já há mais de 280 postos sem gasóleo e 100 sem gasolina. Mais de 50 estão completamente esgotados

Já há mais de 50 postos de combustível onde não é possível abastecer. Contudo, há centenas de outras bombas com falhas parciais no abastecimento.

A greve dos motoristas de matérias perigosas ainda não arrancou, mas os efeitos já se começam a fazer sentir. Em todo o país, já há mais de 50 bombas completamente sem combustível, mas há muitas mais com falhas parciais de abastecimento. De acordo com os dados da plataforma #JáNãoDáParaAbastecer, às 14h30 desta sexta-feira há mais de 280 postos sem gasóleo e 100 sem gasolina.

Os números crescem a cada minuto que passa. Por exemplo, a norte, em Ovar, são duas as bombas onde já não é possível abastecer: a BP de Esmoriz e a Cepsa, no centro da cidade. Mais abaixo, na Figueira da Foz, também a BP perto da estação de comboios não permite abastecer gasolina nem gasóleo. O mesmo acontece com o Intermarché de Maceira, perto de Leiria.

Mais a sul, na zona de Lisboa, contam-se sete postos esgotados: a Galp de Alverca do Ribatejo, a BP da Reboleira, a Galp de Massamá Sul, a BP de Belém, a BP de Campolide, a Galp de Carcavelos e a Galp do Estoril (REPA). Esta última faz parte da rede de 374 postos que o Governo inscreveu na Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA).

Do outro lado do rio Tejo, o Jumbo do Feijó (posto REPA), em Almada, e a BP da Estrada dos Ciprestes e a Repsol de Monte Belo, ambas em Setúbal, também já não permitem abastecer com gasolina nem com gasóleo. Mais abaixo, no concelho de Odemira, contam-se mais duas bombas esgotadas: a Cepsa e a Galp de São Teotónio, esta última também inscrita na REPA.

No Algarve, onde se espera um impacto ainda maior desta paralisação devido às férias, há cinco postos: a BP de Faro, a BP de Boliqueime, a Repsol de Montechoro, em Albufeira, a BP do Alto do Quintão, em Portimão e a BP de Monchique.

Embora sejam apenas 50 os postos onde já não é possível abastecer, há dezenas de outros com falhas de algum tipo de combustível. São 100 as bombas onde já não há gasolina e mais de 280 onde não há gasóleo.

Importa sublinhar que a informação está constantemente a ser atualizada, pelo que a informação pode nem sempre corresponder à realidade. Como explicou a plataforma ao ECO, reabastecimentos que vão sendo feitos e não são imediatamente comunicados podem levar a dados desatualizados.

Para tentar aumentar o grau de eficácia da plataforma, os fundadores convidaram as marcas a criar parceiras, para permitir atualizações mais rápidas, mas estes recusaram, contaram ao ECO. Posto isto, a informação disponibilizada depende apenas dos dados fornecidos pelos portugueses.

Esta sexta-feira, a Prio anunciou a criação de uma ferramenta que permite, através da app e do site da empresa, ver os combustíveis disponíveis em cada postos de abastecimento da Prio.

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