ASF revê em baixa lucros das seguradoras que supervisiona para 383,1 milhões em 2018

  • Lusa
  • 10 Agosto 2019

Das 41 empresas supervisionadas apenas cinco tiveram prejuízos. Já em 27 empresas os lucros foram inferiores aos registados em 2017.

As seguradoras supervisionadas pela Autoridade de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) lucraram, no total, 383,1 milhões de euros em 2018, segundo o regulador de seguros, que corrigiu o valor divulgado anteriormente de 486 milhões de euros.

No relatório Análise de Riscos do Setor Segurador e dos Fundos de Pensões, divulgado esta quinta-feira, é referido que, “em 2018, o mercado sob supervisão prudencial da ASF registou um crescimento dos resultados globais de 18,2% para 383,1 milhões de euros”.

Das 41 empresas supervisionadas apenas cinco tiveram prejuízos. Já em 27 empresas os lucros foram inferiores aos registados em 2017.

O valor esta semana divulgado para os lucros de 2018 é diferente do conhecido em fevereiro, quando a ASF indicou que as seguradoras por si supervisionadas tiveram lucros de 486 milhões de euros em 2018, mais 50,2% face a 2017.

A Lusa questionou fonte oficial do regulador, que indicou que o valor de fevereiro era “provisório” e que “os valores corretos são os que agora constam do relatório”. Já sobre a diferença considerável de mais de 100 milhões de euros entre os dois valores, a mesma fonte não deu justificação até ao momento.

A 1 de agosto, a Autoridade da Concorrência (AdC) concluiu a investigação à existência de um cartel no setor segurador com a condenação da Lusitania e da Zurich, dois administradores e dois diretores ao pagamento de uma coima de 42 milhões de euros.

A este valor juntam-se 12 milhões de euros já pagos pela Fidelidade e Multicare, no âmbito do mesmo processo.

Este foi o primeiro cartel sancionado pela Concorrência no setor financeiro português e tem a coima mais elevada de sempre.

Segundo a ADC, as empresas envolvidas no cartel “combinavam entre si os valores que apresentavam a grandes clientes empresariais na contratação de seguros de acidentes de trabalho, saúde e automóvel, apresentando sempre valores mais altos, de modo a que a seguradora incumbente mantivesse sempre o cliente”.

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