Dívida dos EUA sinaliza risco de recessão e Wall Street desvaloriza

Desempenho negativo levou os principais índices acionistas a eliminarem os ganhos registados na terça-feira, depois de a Administração Trump ter adiado a entrada em vigor de uma nova tarifa de 10%.

As bolsas norte-americanas voltaram a terreno negativo perante novos indicadores que apontam para uma recessão mundial. Dados económicos fracos vindos da China, aos quais se somam a contração económica registada na Alemanha e um mau presságio no mercado secundário de dívida soberana dos EUA estão a levar os investidores a venderem ações e a apostarem em ativos de refúgio, como o ouro.

A replicar o sentimento negativo nas principais praças europeias, os três principais índices abriram com perdas. O S&P 500 cai 1,45%, para 2.883,93 pontos, o industrial Dow Jones perde 1,22%, para 25.959,53 pontos, e o tecnológico Nasdaq desvaloriza 1,74%, para 7.877,03 pontos.

Com este desempenho negativo, os índices eliminam os ganhos registados na terça-feira, depois de a Administração Trump ter adiado a entrada em vigor de uma nova tarifa de 10% sobre as importações de smartphones e computadores portáteis fabricados na China.

Uma das empresas mais penalizadas nesta sessão é a Apple. A tecnológica tinha valorizado mais de 4% na sessão anterior, fruto do alívio das tensões comerciais sino-americanas, mas está agora a perder 2,4% para perto dos 204 dólares por ação. Já o Facebook derrapa em torno de 1,5%, para cerca de 185,5 dólares, em mais um dia particularmente dececionante para as ações do setor da tecnologia.

Apple entre as cotadas mais castigadas

Apesar do alívio das tensões comerciais ter puxado pelas ações asiáticas esta quarta-feira, as bolsas europeias e norte-americanas não aguentaram a onda de dados desanimadores vindos da China, da Alemanha e dos EUA, três das maiores economias do mundo.

No caso concreto dos EUA, o prémio de risco das Treasuries com maturidade a dois anos ultrapassou o das obrigações soberanas a dez anos. Nos últimos 50 anos, este fenómeno de inversão na curva das yields só errou uma vez na previsão de uma recessão. À hora da abertura de Wall Street, os títulos de dívida dos EUA a dez anos negoceiam com uma taxa de juro de 1,61%.

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