Economia alemã contrai 0,1% no segundo trimestre

No segundo trimestre do ano, a economia alemã recuou 0,1%. Esta evolução é explicada pelo impacto nas exportações germânicas das crescentes tensões comerciais entre a China e os EUA.

Pressionada pela escalada da guerra comercial entre Pequim e Washington, a economia alemã contraiu, no segundo trimestre do ano, tendo registado um recuo de 0,1% em cadeia. Isto de acordo com os dados preliminares avançados, esta quarta-feira, pelo Statistisches Bundesamt, o equivalente germânico do português Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo o INE germânico, o Produto Interno Bruto (PIB) alemão decresceu 0,1%, quando comparado com o trimestre anterior, e estagnou, quando comparado com o mesmo período do último ano. Esta evolução da maior economia europeia está a alimentar o receio de que a Zona Euro se esteja a aproximar de uma nova recessão, sublinha o The Guardian.

A explicar esta contração da economia alemã está a escalada das tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos, o que prejudicou significativamente as exportações alemães. Isso mesmo nota o INE germânico, indicando que foi registado um “ligeiro recuo” do desempenho económico face à queda das exportações.

Na terça-feira, Angela Merkel já tinha admitido que a economia alemã está prestes a entrar numa “fase difícil”, o que é confirmado, esta manhã, pelos economistas ouvidos pela CNN, que referem os sinais do fim da “idade de ouro” para o Governo germânico.

Os especialistas sublinham que a quarta maior economia do mundo está a reunir todos os fatores para a criação de uma “tempestade perfeita”, não só com a escalada das tensões comerciais, mas também com o fortalecimento da expectativa de que o divórcio do Reino Unido da União Europeia acontecerá sem acordo e, portanto, de forma pouco organizada.

Na terça-feira, o instituto alemão ZWE tinha dado conta que a confiança dos investidores germânicos caiu em agosto para -44,1 pontos, contra -24,5 pontos em julho, situando-se no nível mais baixo em sete anos e meio.

(Notícia atualizada às 09h06)

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