Emprego público volta a surpreender. Sobe em junho apesar do fim das aulas

O final do ano letivo levou à saída de 2.644 pessoas das escolas. No entanto, e tal como aconteceu em 2018, o número total de trabalhadores da Administração Pública subiu face a março.

O número de funcionários públicos cresceu 0,1% no segundo trimestre face aos primeiros três meses do ano, apesar do final do ano letivo. O aumento é ligeiro, mas não é habitual. Desde de 2011 que é comum existir uma quebra no contingente de trabalhadores da Administração Pública de março para junho. Isso só não aconteceu em 2018 e 2019. Apesar da tendência de reforço, há menos 37.291 trabalhadores do que em dezembro de 2011.

Os dados fazem parte da Síntese Estatística de Emprego Pública, divulgada esta quarta-feira pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público, um organismo tutelado pelo Ministério das Finanças.

De acordo com os dados, em junho trabalhavam no conjunto das Administrações Públicas 690.494 pessoas, mais 413 do que em março. Este aumento representa uma subida de 0,1% no número de funcionários públicos.

Esta evolução acontece apesar da “quebra de 2.644 postos de trabalho na área governativa da Educação, refletindo o final do ano letivo, com a cessação de contratos a termo de trabalhadores nos estabelecimentos de ensino básico e secundário, em particular, técnicos superiores para atividades de enriquecimento curricular (AEC), assistentes operacionais e docentes”, explica a DGAEP.

A compensar esta redução do número de trabalhadores esteve o “crescimento do emprego na administração local e regional (mais 746 postos de trabalho correspondendo a uma variação de 0,5%)”, adianta a DGAEP.

No conjunto da administração central registou-se uma redução do número de trabalhadores de 376. Se por um lado, o final do ano letivo ditou uma quebra no número de trabalhadores, houve ministérios onde se registou um acréscimo do universo de funcionários.

A DGAEP avança com um “aumento de emprego, no trimestre, no Ministério da Administração Interna (3,0%) decorre principalmente do recrutamento de agentes na PSP e de novos contratos a termo de vigilantes da floresta na GNR para as operações de prevenção de incêndios durante o verão”. Também na Ciência, Tecnologia e Ensino Superior se registou um aumento de emprego que reflete “em particular, a continuação, durante o segundo trimestre, da contratação de pessoal de investigação científica nos estabelecimentos de ensino superior”.

Em termos homólogos, foi também registado um aumento de 2,3% (mais 15.261 trabalhadores), em parte provocado pelo processo de regularização extraordinária de vínculos precários. Assim, o total de funcionários ascende a 690.494 em junho, menos 37.291 do que em dezembro de 2011, mas mais 31.350 do que em dezembro de 2015, perto do início da legislatura.

(Notícia atualizada)

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