Número de turistas disparou. Portugal recebeu 12 milhões de hóspedes no primeiro semestre

Nos seis primeiros meses do ano, o número de turistas a visitar Portugal aumentou para 12,1 milhões. Receitas com o turismo totalizaram 1,78 mil milhões de euros.

O número de turistas a visitar o país continua a aumentar. No primeiro semestre, os estabelecimentos hoteleiros nacionais receberam 12,1 milhões de hóspedes, mais 7,6% do que no mesmo período do ano passado, mostram os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Para a economia, isto refletiu-se em 1,78 mil milhões de euros em receitas.

Se no primeiro semestre do ano passado tinham sido 9,6 milhões de turistas, no mesmo período deste ano esse número aumentou 7,6% para 12,1 milhões. Os estrangeiros continuam a liderar em número, tendo aumentado 6,8% para 7,31 milhões, mas os hóspedes residentes destacaram-se em termos de crescimento: subiram 8,9% para 4,81 milhões.

As dormidas cresceram 4,7% para um total de 30,5 milhões, um aumento que se deveu, sobretudo, aos hóspedes nacionais. Também neste indicador se observou uma melhoria, dado que, no primeiro semestre do ano passado, tinha caído 2,9%. Contrariamente, o tempo que os hóspedes passaram em Portugal diminuiu para uma média de 2,52 noites, uma quebra que se deve ao tempo mais curto que os estrangeiros passaram no país.

Na hora de escolher onde ficar, os hotéis continuaram a ser a opção preferida, refere o INE. O setor representou 83,6% de todas as dormidas (25,5 milhões), à frente do alojamento local e do turismo rural e de habitação. Contudo, em termos de crescimento, os estabelecimentos de alojamento local destacaram-se ao subir mais do que os hotéis: dispararam 15,8% face aos 2,9% de subida do setor hoteleiro. Enquanto isso, o turismo de espaço rural e de habitação aumentou 9,2%.

Dormidas recuam na Madeira. Lisboa concentrou um quarto do total

A nível nacional, as dormidas aumentaram, e essa tendência espalhou-se por praticamente todas as zonas do país. Em termos de crescimento, o Alentejo destacou-se ao ver este indicador subir 11,6% para um total de 1,19 milhões. Atrás esteve a zona norte, com as dormidas a aumentarem 9,7% para 4,65 milhões, e a Região Autónoma dos Açores, com uma subida de 7,8% para 981 mil.

Contudo, em número de dormidas, o Algarve liderou com 8,62 milhões, à frente da Área Metropolitana de Lisboa com 8,53 milhões. A contrariar esta tendência de subida esteve apenas a Região Autónoma da Madeira, que viu as dormidas caírem 3,5% para 3,58 milhões.

Em termos totais, Lisboa concentrou um quarto das dormidas de não residentes do primeiro semestre, refere o INE. Já em termos de municípios com mais peso, destaque para Matosinhos, que liderou nas dormidas de residentes (62,7%), enquanto Santa Cruz, na Madeira, liderou nas dormidas de não residentes (92,5).

Receitas sobem para 1,78 mil milhões. Rendimento médio por quarto atingiu os 96,8 euros em junho

Esta evolução positiva da maioria dos indicadores traduziu-se em bons números para a economia. No primeiro semestre, refere o INE, os proveitos registados nos estabelecimentos de alojamento turístico atingiram os 1,78 mil milhões de euros, uma subida de 7,6% face ao mesmo período do ano passado. Contudo, houve uma desaceleração no crescimento deste indicador, dado que no primeiro semestre do ano passado tinham subido mais de 11%. Aqui o destaque vai para a Área Metropolitana de Lisboa que contribuiu com 627,3 milhões de euros.

No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, em termos de rendimento médio por quarto ocupado bateu-se os 96,8 euros em junho, novamente com destaque para a capital onde o preço subiu 8,1% para 124,1 euros.

Já quanto ao rendimento médio dos quartos disponíveis, este indicador situou-se em 62,5 euros em junho, o equivalente a um aumento de 6,5% face a maio (mês em que tinha caído 0,2%). Em termos de regiões, o Alentejo destacou-se ao ver uma subida de 15,4% para 97,3 euros.

Norte-americanos disparam. Holandeses caem 8%

Os hóspedes britânicos continuaram a liderar nas visitas que fazem a Portugal, mas não foram a nacionalidade que mais cresceu. Do Reino Unido vieram 4,27 milhões de turistas no primeiro trimestre, subindo 1,5% face ao mesmo período do ano passado, à frente dos alemães (2,8 milhões de hóspedes) e dos franceses (2,07 milhões).

Contudo, em termos de crescimento, o destaque vai para os turistas norte-americanos, que subiram 21,2% para 1,15 milhões. Atrás aparecem os canadianos e os chineses, com um aumento de 15,9% para 462 mil e 301 mil hóspedes, respetivamente.

De entre os 16 principais mercados emissores, as maiores quedas couberam aos holandeses (-7,6% para 1,11 milhões), os alemães (-6,8%) e os belgas (-4,6%).

Turismo em linha com evolução da economia

Esta evolução positiva do setor é reforçada pelo desempenho da economia, dado que o turismo tem neste indicador um peso bastante significativo. No segundo trimestre, o PIB nacional subiu 1,8% face ao mesmo período do ano passado.

Para a secretária de Estado do Turismo, “estes resultados do primeiro semestre de 2019 mostram que a atividade turística continua com grande dinamismo, a crescer ao longo do território e ao longo de todo o ano, mesmo depois de um ano de recordes como foi 2018“.

Em comunicado, Ana Mendes Godinho sublinha ainda que “Portugal é cada vez mais um destino imperdível nos 365 dias do ano, e a estratégia de diversificação de mercados que estamos a seguir, atraindo turistas de mercados que deixam mais valor e que viajam ao longo de todo o ano, está a tornar a atividade turística cada vez mais sustentável“.

Contudo, apesar desta subida do número de turistas e das respetivas dormidas, no terceiro trimestre do ano poderá observar-se um abrandamento nestes indicadores, dadas as baixas temperaturas em julho.

(Notícia atualizada às 12h12 com mais informação)

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