Metro de Lisboa vai contratar 36 trabalhadores. Concursos devem avançar na próxima semana

Ministério das Finanças aprovou reforço imediato de 36 trabalhadores para o quadro do Metro. Empresa deve lançar concurso de recrutamento na próxima semana para integrar novos quadros ainda em 2019.

O Ministério das Finanças aprovou a entrada imediata de mais 36 trabalhadores para o reforço dos quadros de pessoal do Metro de Lisboa, confirmou fonte oficial da transportadora ao ECO, que acrescentou ser intenção da empresa avançar já na próxima semana com os respetivos concursos de seleção e recrutamento. Este reforço representa mais do dobro da evolução de efetivos da empresa de 2017 para 2018, período em que a média de trabalhadores cresceu em 17 profissionais.

“Confirmamos a autorização do Ministério das Finanças para a entrada de 36 trabalhadores na empresa”, respondeu o Metro ao nosso jornal, apontando que “os concursos de seleção e recrutamento encontram-se em fase final de preparação, prevendo-se serem lançados no decurso da próxima semana”. A administração da empresa estima que estes novos profissionais entrem ao serviço “até ao final de 2019”, devendo ser alocados “às áreas operacionais”, detalham.

O Metro da capital conta atualmente com uma rede composta por quatro linhas independentes, que se estende por 44,5 quilómetros e 56 estações, servindo perto de 169 milhões de passageiros todos os anos. A elevada procura, sobretudo desde que o Programa de Apoio à Redução Tarifária avançou, tem criado alguns constrangimentos e críticas à oferta do Metro que, todavia, continua dependente da boa vontade das Finanças para conseguir reforçar quadros até níveis mais aceitáveis — ou até investir em material circulante.

O número médio de efetivos do Metro de Lisboa foi de 1.414 ao longo de 2018, valor que compara com os 1.397 em 2017, pelo que a entrada de 36 novos trabalhadores representa mais do dobro do reforço a que a transportadora teve direito ao longo do ano passado.

Além dos constrangimentos que o quadro de pessoal atual do Metro provoca em termos de capacidade para responder ao reforço da procura, a administração da empresa também já apontou que a falta de rejuvenescimento dos efetivos acarreta consigo outros problemas, nomeadamente em termos de competências específicas, tendo por isso desenhado um plano a cinco a dez anos para o alargamento dos quadros.

“A elevada idade média dos trabalhadores do ML, situação transversal às diferentes categorias, mas particularmente crítica em área com competências específicas associadas ao sistema Metro, constitui uma dificuldade identificada, cuja resolução assenta numa estratégia de recrutamento de novos trabalhadores para os próximos 5 a 10 anos“, refere a empresa no Relatório e Contas de 2018.

Apesar disto, e questionada sobre quais as perspetivas de recrutamento para 2020, a empresa apontou ao ECO ainda não ter nada fechado. “O plano de atividades e orçamento de 2020 ainda está em elaboração pelo ML”, respondeu fonte oficial.

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