PSD acusa Governo de tentar “humilhar trabalhadores e dirigentes sindicais”

O vice-presidente dos sociais-democratas acusou o Governo de tentar humilhar os trabalhadores e os dirigentes sindicais durante esta greve dos motoristas de matérias perigosas.

Para o PSD, a postura adotada pelo Governo face a esta greve dos motoristas de matérias perigosas não foi a mais correta. Nas palavras de David Justino, o Executivo de António Costa abusou da “força que tem” e tentou humilhar os trabalhadores e dirigentes sindicais, em vez de tentar um diálogo entre ambas as partes envolvidas.

“O Governo, em vez de recorrer a todos os instrumentos suscetíveis de restabelecer o diálogo entre as partes, privilegiou o ‘exercício desproporcionado da autoridade’, a demonstração de força com um aparato coercivo injustificado e a tentativa de humilhação dos trabalhadores e dirigentes sindicais, para que pudesse mais tarde reclamar ‘vitória!‘”, disse esta quarta-feira o vice-presidente do PSD, em conferência de imprensa.

Ao adotar essa postura, disse David Justino, o Governo demonstrou “irresponsabilidade”, “falta de isenção”, “excessos no exercício da autoridade do Estado” e “tratamento diferenciado perante diferentes corpos profissionais”.

“Se o PSD fosse o Governo teria forçado a uma situação de entendimento, nem que fosse provisório”, continuou o social-democrata, acrescentando que “deveriam ter sido desenvolvidos esforços para evitar o recurso a um instrumento excecional [requisição civil]”.

E quanto à requisição civil decretada pelo Governo esta segunda-feira, David Justino defende que essa foi uma solução “provisório e transitória, de caráter excecional” e que “quando se banaliza a utilização, isso leva ao desrespeito e à desobediência civil”.

Para resolver a atual crise, só há uma solução: “Ou há negociação e as partes têm coragem de abdicar dos instrumentos de influência para encontrar uma solução, ou então não há nenhuma solução”, afirmou.

Posto isto, acrescentou que o “Governo tem de abdicar da requisição civil, os sindicatos têm de abdicar da greve e a Antram tem de abdicar da posição que tomou — as três partes têm de atuar em simultâneo. Mas o Governo é que deve encontrar uma solução, nem que para isso tenha de dar o primeiro passo“, rematou.

(Notícia atualizada às 18h22 com mais informação)

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