GNR e PSP conduziram 139 camiões de combustível até domingo

  • Lusa
  • 19 Agosto 2019

Face à greve dos motoristas de matérias perigosas, os elementos da GNR e da PSP tiveram de assegurar o transporte de combustível em 139 veículos pesados.

A GNR e a PSP asseguraram, no total, o transporte de combustível em 139 veículos pesados, empenhando 158 elementos nesta operação, na sequência da greve dos motoristas, segundo dados divulgados à agência Lusa pelo Ministério da Administração Interna.

De acordo com a mesma fonte, estes transportes de combustível em 139 veículos pesados de transporte de mercadorias perigosas foram realizados entre segunda-feira, dia 12 de agosto, e domingo, dia em que a greve foi desconvocada pelo segundo e último sindicato que a tinham convocado. Nesta operação, ao longo de uma semana, estiveram envolvidos 158 elementos da GNR e da PSP.

Devido à greve dos motoristas, o Conselho de Ministros declarou em 09 de agosto a situação de crise energética, tendo esta manhã, um dia depois da desconvocação da greve, decretado o seu fim a partir das 23:59 desta segunda-feira.

Na sequência da situação de crise energética, o ministro da Administração Interna declarou a situação de alerta face à suscetibilidade de serem afetados bens e serviços absolutamente essenciais à população.

A situação de crise energética teve como objetivo garantir os abastecimentos energéticos essenciais à defesa, ao funcionamento do Estado e dos setores prioritários da economia, bem como à satisfação dos serviços essenciais de interesse público e das necessidades fundamentais da população durante a greve dos motoristas. A greve dos motoristas de pesados começou em 12 de agosto por tempo indeterminado.

Na quinta-feira, o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) desconvocou a paralisação, mas o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas manteve-a e só a desconvocou o protesto domingo, após um plenário de trabalhadores.

Para terça-feira está marcada uma reunião no Ministério das Infraestruturas e Habitação, em Lisboa, para a retoma de negociações entre a associação patronal Antram e o SNMMP.

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