“Sem dispositivo que temos, provavelmente não teríamos tido o resultado que tivemos”. Costa anuncia fim da crise energética

Primeiro ministro anunciou que Governo decretou o fim da crise energética para as 23h59 de hoje, altura em que deixam de existir limites ao abastecimento. Requisição civil termina no imediato.

O primeiro-ministro António Costa anunciou esta segunda-feira, a partir das instalações da Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE), que o Governo vai decretar o fim da situação de crise energética, levantada a 9 de agosto, a partir da meia-noite de terça-feira. O anúncio acontece cerca de 12 horas depois do fim da greve, decidido em plenário pelos trabalhadores afetos ao Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas. A decisão já foi formalizada em Conselho de Ministros.

“Estamos em condições de reunir o Conselho de Ministros eletrónico e de aprovar o fim de declaração de crise energética para as 24h de hoje”, afirmou António Costa, em declarações transmitidas pela RTP3. O primeiro-ministro estima que sejam precisos “dois a três dias a ter normalidade no abastecimento”, após uma greve que poderia ter tido consequências “muito mais gravosas”.

António Costa anunciou ainda que o Executivo decidiu “terminar, a partir das 10h00, com a rede REPA exclusiva, o que significa que todos os postos REPA poderão começar a abastecer o público em geral; e terceiro, elevar para 25 o limite dos litros que podem ser vendidos na rede REPA ao longo do dia de hoje”.

Esta decisão já foi formalizada no Conselho de Ministros eletrónico, que estava agendado para as 9H00 desta segunda-feira, onde se decretou o fim da situação de crise energética, adiantou António Costa em declarações no Sistema de Segurança Interna, transmitidas pelas televisões. Num balanço destes sete dias de greve, o primeiro-ministro apontou que “chegamos ao fim da semana com a situação resolvida, sem danos, sem qualquer tipo de violência”.

Questionado sobre as críticas dos grevistas relativamente ao aparato policial durante esta greve, nomeadamente em Aveiras e Leça da Palmeira, António Costa reiterou que “o planeamento foi o planeamento adequado e teve o efeito dissuasor, de tranquilidade geral da sociedade portuguesa e cumpriu os seus objetivos”.

“É como no fim de um jogo de futebol, uma equipa ganha por 3-0 e perguntar se precisava de ter tantos defesas… Pois, se não tivéssemos o dispositivo que temos, provavelmente não teríamos tido o resultado que tivemos“, disse o primeiro-ministro, relativamente às forças policiais colocadas nos locais de piquete de greve.

Para amanhã, terça-feira, está agendada uma reunião entre o SNMMP e a Associação Nacional dos Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram). O encontro irá decorrer no Ministério das Infraestruturas, com a mediação de Pedro Nuno Santos, e começa com o alerta deixado pelo presidente do sindicato, Francisco São Bento, que a paz social está dependente da postura dos patrões.

Assim, a moção aprovada no plenário de ontem estipula que se a Antram se mostrar “intransigente”, a direção do SNMMP continua mandatada para decidir sobre outras formas de luta, incluindo o recurso à greve às horas extraordinárias, fins de semana e feriados.

No ponto 2 da referida moção, São Bento leu: “Caso a ANTRAM demonstre uma postura intransigente na reunião, mandatar o SNMMP a tomar todas as ações adequadas à defesa dos motoristas de matérias perigosas, incluindo o recurso à medida mais penalizante, nomeadamente a convocação de greves às horas extraordinárias, fins de semana e feriados.”

(Notícia atualizada às 8H49)

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