Utilizadores vão poder ver e apagar dados que são partilhados com o Facebook

  • ECO
  • 20 Agosto 2019

A empresa desenvolveu uma ferramenta para permitir aos utilizadores verem e/ou apagarem dados pessoais partilhados por terceiros com o Facebook, Instagram e Messenger.

Os utilizadores vão poder ver e a apagar os dados que outras aplicações e páginas na internet partilham com o Facebook, Instagram e Messenger. Isso é possível porque a empresa desenvolveu uma nova ferramenta para o efeito — que, por enquanto, está apenas disponível na Irlanda, Espanha e Coreia do Sul. A ideia é estendê-la a mais países.

Esta informação vai estar disponível num novo separador “Atividade Fora do Facebook”, permitindo aos utilizadores verem a lista de aplicações e sites que enviaram dados de navegação à rede social, anunciou o grupo liderado por Mark Zuckerberg, em comunicado. Além disso, o separador permite escolher se os utilizadores querem ou não continuar a partilhar estes dados pessoais que são recolhidos por terceiros.

Na mesma nota, a empresa explica ainda que, a partir de agora, “se apagar a sua atividade fora do Facebook”, a plataforma irá remover os dados pessoais que essas apps e sites enviam. “Não saberemos que sites visitou ou o que fez neles e não usaremos os dados para segmentar publicidade no Facebook, Instagram ou Messenger”, frisa a empresa.

Esta é mais uma medida da empresa numa tentativa de dar controlo aos utilizadores sobre que tipos de dados são recolhidos, depois de se saber que a consultora Cambridge Analytica usou dados pessoais de cerca de 85 milhões de utilizadores do Facebook para ajudar a eleger Donald Trump como Presidente dos EUA. Recentemente a empresa foi alvo de uma multa na sequência deste caso, no valor de 5.000 mil milhões de dólares.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Utilizadores vão poder ver e apagar dados que são partilhados com o Facebook

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião