Elisa Ferreira não sai já do Banco de Portugal

Vice-governadora do Banco de Portugal está de malas feitas para Bruxelas, para integrar a Comissão Europeia. Mas, para já, Elisa Ferreira vai manter funções no supervisor bancário.

De malas feitas para Bruxelas, para integrar o próximo executivo europeu, Elisa Ferreira vai continuar, para já, como vice-governadora do Banco de Portugal, onde é responsável pela área de supervisão prudencial, disse fonte oficial do supervisor ao ECO.

“Na sequência da indicação do seu nome para integrar a próxima Comissão Europeia e tendo em consideração as habituais aprovações oficiais, Elisa Ferreira exercerá as suas funções de vice-governadora do Banco de Portugal enquanto o processo de nomeação para o executivo europeu o permitir”, adiantou o supervisor ao ECO.

Elisa Ferreira foi escolhida no início desta semana pelo Governo português para fazer parte no novo executivo europeu, que será liderado pela alemã Ursula von der Leyen. Isso implicará a sua saída do Banco de Portugal, onde é administradora desde 2016 e vice-governadora desde 2017.

Como o ECO adiantou, a pessoa que for escolhida para o seu lugar no Banco de Portugal tem de passar pelo crivo do Parlamento antes de ser nomeada pelo Governo e quem formaliza o pontapé de saída no processo de escolha é o governador do Banco de Portugal. E, com eleições marcadas para 6 de outubro — e com os trabalhos parados na Assembleia — não haverá um sucessor antes das legislativas mesmo que a vice-governadora deixe o banco central mais cedo.

Sobre o processo de substituição de Elisa Ferreira no número dois do Banco de Portugal, fonte do supervisor afirma apenas que o governador, Carlos Costa, “utilizará os mecanismos normais de atribuição de competências pelos membros do Conselho de Administração do Banco de Portugal”.

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