Alívio das tensões em Hong Kong ajuda Wall Street

Os principais índices dos EUA estão em alta na terceira sessão da semana, impulsionados pelo alívio das tensões em Hong Kong, depois da retirada do projeto de lei da extradição.

As bolsas dos Estados Unidos estão em alta, impulsionadas pelo alivio das tensões em Hong Kong, depois de ter sido retirado o projeto de lei da extradição. A ajudar a este desempenho estão ainda os dados positivos da economia chinesa, que acabaram por acalmar os receios dos investidores quanto ao impacto da guerra comercial na economia mundial.

O S&P 500 está a valorizar 0,83% para 2.930,6 pontos, acompanhado pelo tecnológico Nasdaq que soma 0,96% para 7.950,05 pontos. Pelo mesmo caminho segue o industrial Dow Jones ao avançar 0,8% para 26.327,15 pontos.

Depois de uma sessão em queda, onde desvalorizou 1%, Wall Street está animado. A contribuir para este ânimo está a redução das tensões entre o Governo de Hong Kong e os manifestantes, depois de o projeto de lei polémico ter sido retirado. A chefe do Governo de Hong Kong, Carrie Lam, anunciou a retirada deste projeto de lei que previa a extradição, levando o índice Hang Seng a subir cerca de 4%, de acordo com a CNBC (conteúdo em inglês).

A animar as bolsas estão também os dados revelados por um estudo que mostrou que, em agosto, a atividade do setor dos serviços da China cresceu ao ritmo mais rápido em três meses, o que acabou por dar um impulso à economia de Pequim.

Consequência desta valorização, os fabricantes de chips estão a registar ganhos: a Intel valoriza 1,6% para 47,74 dólares, a Qualcomm soma 1,2% para 176,02 dólares e a Micron avança 3,96% para 46,78 dólares.

Este desempenho positivo mostra uma recuperação face à sessão anterior, e até ao mês de agosto, com os índices norte-americanos a apresentarem quedas acentuadas devido ao clima de tensões entre a China e os Estados Unidos. Depois de os países terem acordado tréguas comerciais, Donald Trump anunciou, a 1 de agosto, novas tarifas aduaneiras de 10% sobre as importações chinesas, que ascendem a cerca de 271 mil milhões de euros.

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