Vitória para Boris Johnson. Tribunal rejeita pedido de cancelamento da suspensão do Parlamento britânico

  • Lusa
  • 6 Setembro 2019

Depois de um juiz escocês já ter recusado o pedido de cancelamento da suspensão do Parlamento britânico, o Tribunal Superior de Londres também decidiu não travar a situação.

O Tribunal Superior de Londres rejeitou esta sexta-feira um pedido de cancelamento da suspensão do Parlamento decidido pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, previsto durante cinco semanas até 14 de outubro.

“O pedido foi rejeitado”, declarou o juiz Ian Burnett. A ação foi proposta por uma empresária, Gina Miller, e apoiada pelo ex-primeiro-ministro John Major, que vê a suspensão como uma manobra para impor um ‘Brexit’ sem acordo.

Os demandantes anunciaram a sua intenção de recorrer durante uma audiência a 17 de setembro, no Tribunal Supremo Britânico. “A minha equipa e eu não desistiremos da luta pela democracia”, disse Gina Miller à imprensa após a audiência. “O abandono agora seria faltar ao nosso dever”, continuou a empresária, referindo que estava a lutar por “todos e pelas futuras gerações”.

Um juiz escocês já se opôs nesta semana a um pedido semelhante. Uma outra ação apresentada na justiça na Irlanda do Norte para impedir a suspensão do Parlamento ainda não foi julgada.

A crise política no Reino Unido causada pelo ‘Brexit’ agravou-se nos últimos dias, estando iminente a imposição ao Governo de Boris Johnson de um novo pedido de adiamento, depois do chumbo da sua proposta de eleições antecipadas.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Vitória para Boris Johnson. Tribunal rejeita pedido de cancelamento da suspensão do Parlamento britânico

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião